- O deputado federal Otoni de Paula criticou o pastor Silas Malafaia, afirmando que ele é “mais político do que pastor”.
- A declaração ocorreu durante uma investigação da Polícia Federal sobre ações de coação relacionadas a Malafaia e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
- A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão contra Malafaia, que se defende alegando ser alvo de perseguição religiosa.
- Otoni de Paula mencionou que Malafaia se assemelha mais a Bolsonaro do que a Jesus e que a disputa não envolve a fé, mas sim política.
- O deputado afirmou ter recebido ameaças de Malafaia, que prometeu “acabar” com sua imagem.
O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) criticou o pastor Silas Malafaia, afirmando que ele é “mais político do que pastor”. A declaração foi feita em meio a uma investigação da Polícia Federal que apura a atuação de Malafaia em ações de coação relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Otoni, que também é pastor, destacou que Malafaia se assemelha mais a Bolsonaro do que a Jesus.
A PF cumpriu um mandado de busca e apreensão contra Malafaia, que se defende alegando ser alvo de perseguição religiosa. Em vídeos, o pastor afirmou que a apreensão de materiais bíblicos pela PF é uma prova da repressão que estaria sofrendo. Ele se referiu ao ministro Alexandre de Moraes como “ditador da toga” e denunciou o que considera uma violação de sua liberdade de expressão.
No relatório da PF, foram encontradas mensagens entre Malafaia e Bolsonaro, incluindo uma em que o pastor critica o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro. Otoni de Paula, que já foi alvo de ataques de Malafaia, disse ter recebido ameaças e áudios em que o pastor promete “acabar” com sua imagem. Para Otoni, a questão não é uma perseguição à igreja, mas sim uma disputa política que não envolve a fé.
O deputado, que se considera conservador, acredita que a igreja foi arrastada para uma “paixão política” nos últimos anos, especialmente em relação a Bolsonaro. Ele enfatiza que, se Malafaia estivesse sendo investigado por atividades pastorais, poderia haver fundamentos para alegar perseguição religiosa, mas não é o caso atual.
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