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Atentados simultâneos aumentam a violência e a insegurança na Colômbia

Disidências das FARC intensificam ataques em áreas urbanas, desafiando a segurança e a eficácia das forças policiais na Colômbia

Zona da explosão de um camião-bomba perto da Escola Militar de Aviación Marco Fidel Suárez, este quinta-feira em Cali (Colômbia). (Foto: Oswaldo Paez/REUTERS)
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  • A violência na Colômbia aumentou, com ataques recentes de disidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
  • Um ataque com explosivos em Cali deixou seis mortos.
  • Em Antioquia, doze policiais foram mortos após a queda de um helicóptero, resultado de um ataque com drone.
  • O presidente da República, Gustavo Petro, classificou o ataque em Cali como uma “reação terrorista” das disidências, em resposta à ofensiva militar que ele ordenou.
  • A ministra de Defesa, Ana Catalina Cano, afirmou que grupos como os liderados por Iván Mordisco e o Clan do Golfo serão tratados como organizações terroristas, levantando questões sobre os diálogos em andamento com o Clan do Golfo.

A violência na Colômbia tem se intensificado, com recentes ataques que evidenciam a crescente ofensiva de disidências das FARC. Em Cali, um ataque com explosivos resultou na morte de seis pessoas, enquanto em Antioquia, doze policiais foram assassinados após a queda de um helicóptero, um reflexo da deterioração da segurança no país.

Os ataques, que antes eram mais comuns em áreas remotas, agora alcançam grandes centros urbanos. O presidente Gustavo Petro classificou o ataque em Cali como uma “reação terrorista” das disidências, que buscam retaliar a ofensiva militar que ele ordenou. Petro destacou que a ofensiva contra a coluna Carlos Patiño resultou em uma resposta violenta em plena cidade.

A ministra de Defesa, Ana Catalina Cano, reforçou a posição do governo, afirmando que grupos como os liderados por Iván Mordisco e o Clan do Golfo serão tratados como organizações terroristas. Essa mudança de postura levanta questões sobre os diálogos em andamento com o Clan do Golfo, que ocorrem em Catar.

Historicamente, a Colômbia já enfrentou ondas de violência urbana, especialmente nos anos 90, mas o Acuerdo de Paz de 2016 parecia ter reduzido esses episódios. Entretanto, a atual escalada de conflitos, impulsionada por disputas por narcotráfico e outras atividades ilícitas, sugere um retrocesso significativo.

Os ataques recentes, incluindo um carro-bomba em Bogotá em 2019, eram exceções notáveis, mas agora a situação se agrava. A ofensiva das disidências, que inclui uma série de atentados em Cali, demonstra sua capacidade logística e a fragilidade do Estado em conter a violência.

Além disso, a queda do helicóptero da polícia em Antioquia, causada por um ataque com drone, expõe a vulnerabilidade das forças de segurança. A frota aérea, que já foi um símbolo de poder do Estado, enfrenta problemas de manutenção e obsolescência, reduzindo sua eficácia em operações de combate ao crime.

A crescente preocupação com a segurança é refletida nas pesquisas, que mostram que a violência voltou a ser a principal inquietação dos colombianos. A situação atual, embora não se compare aos piores momentos da história do país, indica uma tendência alarmante de deterioração da segurança pública.

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