- A embaixada dos Estados Unidos alertou o ministro Alexandre de Moraes que nenhum tribunal estrangeiro pode anular a Primeira Emenda.
- A declaração foi uma resposta a Moraes, que ameaçou punir bancos que aplicassem sanções estrangeiras a cidadãos brasileiros.
- O ministro acredita que as sanções contra ele serão revistas pela Justiça americana.
- Após os comentários de Moraes, as ações dos grandes bancos brasileiros caíram na bolsa.
- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a postura dos banqueiros e a “arrogância” americana em evento em São Paulo.
A embaixada dos Estados Unidos enviou um alerta ao ministro Alexandre de Moraes, afirmando que nenhum tribunal estrangeiro pode anular a Primeira Emenda. A declaração foi feita em resposta a comentários de Moraes sobre possíveis punições a bancos que aplicassem sanções estrangeiras a cidadãos brasileiros. O ministro havia declarado à Reuters que acredita que as sanções contra ele serão revistas pela Justiça americana.
A mensagem da embaixada, postada nas redes sociais, enfatizou que a liberdade de expressão não pode ser censurada por governos estrangeiros. O recado surge em um momento de tensão, especialmente em relação à Lei Magnitsky, que tem gerado incertezas no mercado financeiro. Após as declarações de Moraes, as ações dos grandes bancos brasileiros caíram na bolsa.
Em um evento em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a postura dos banqueiros e a “arrogância” americana. Lula destacou que os banqueiros não apreciam os investimentos do governo em políticas sociais, que totalizam 400 bilhões de reais. Ele também mencionou um aumento de 13% na arrecadação de impostos com IOF em julho, após a validação de um decreto que elevou as alíquotas.
A arrecadação com apostas também teve um crescimento significativo, passando de 8 milhões de reais para 4,7 bilhões de reais em um ano. O cenário econômico continua a ser monitorado de perto, com as tensões entre Brasil e Estados Unidos influenciando o mercado financeiro e as relações diplomáticas.
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