- O deputado federal Lindbergh Farias, líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 22 de agosto de 2025.
- Farias solicita a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde agosto por descumprir medidas cautelares do ministro Alexandre de Moraes.
- O deputado argumenta que as ações de Bolsonaro criam um padrão de desestabilização institucional e afetam a ordem pública e econômica.
- Além da prisão, Farias pede o bloqueio dos bens de Bolsonaro e de sua família, com base em supostos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
- A decisão sobre os pedidos cabe ao ministro Alexandre de Moraes, que ainda não se manifestou.
Líder do PT na Câmara, o deputado federal Lindbergh Farias (RJ) protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 22, solicitando a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente está em prisão domiciliar desde agosto por descumprir medidas cautelares do ministro Alexandre de Moraes. Farias argumenta que a prisão é necessária para garantir a ordem pública e econômica, especialmente com o julgamento da ação do golpe agendado para 2 de setembro.
Na representação, o deputado destaca que as ações de Bolsonaro vão além da desobediência individual, caracterizando um padrão de desestabilização institucional. Ele menciona as recentes sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos a autoridades brasileiras como parte desse contexto. Farias afirma que as condutas do ex-presidente promovem um ambiente de instabilidade política, econômica e social, alimentado por desinformação e mobilização de estruturas milicianas digitais.
Bloqueio de Bens
Além do pedido de prisão, Lindbergh Farias também requereu ao STF o bloqueio dos bens de Bolsonaro, sua esposa Michelle e dos filhos Eduardo e Carlos. Essa solicitação se baseia em supostos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme um relatório da Polícia Federal. O documento aponta que Jair Bolsonaro movimentou mais de 30 milhões de reais em um único ano, levantando suspeitas sobre a origem desses recursos.
A decisão sobre a prisão preventiva e o bloqueio de bens cabe ao ministro Alexandre de Moraes, que ainda não se manifestou sobre os pedidos. A situação de Bolsonaro permanece sob vigilância, enquanto as investigações continuam a avançar.
Entre na conversa da comunidade