- A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
- O indiciamento ocorreu na quarta-feira, com base em mensagens recuperadas do celular de Jair Bolsonaro, que haviam sido excluídas.
- As mensagens indicam a participação dos dois na articulação de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.
- A recuperação dos dados foi realizada por peritos da Polícia Federal, que utilizaram ferramentas avançadas, como Cellebrite Premium e GrayKey.
- A PF pode solicitar dados diretamente às empresas de tecnologia, como a Meta, responsável pelo WhatsApp, caso não consiga acessar informações.
A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, por coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O indiciamento ocorreu na última quarta-feira, com base em mensagens recuperadas do celular de Jair Bolsonaro, mesmo após sua exclusão.
As mensagens, extraídas por peritos da PF, revelam a participação dos dois na articulação de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. O relatório da investigação destaca que as conversas têm relevância significativa para o caso. A PF utilizou ferramentas avançadas para recuperar os dados, que foram excluídos pelo investigado. Apesar do sucesso na recuperação das mensagens, diversos arquivos de mídia, como áudios e vídeos, não puderam ser acessados devido à forma como o WhatsApp armazena esses dados.
Métodos de Recuperação de Dados
Após a apreensão do celular, a PF segue um protocolo rigoroso. Os aparelhos são desligados, lacrados e enviados ao Instituto Nacional de Criminalística (INC) em Brasília. No INC, os peritos tentam descriptografar os dispositivos e fazem uma cópia forense dos dados. Caso o conteúdo original tenha sido apagado, softwares especializados são utilizados para tentar recuperá-lo. Ferramentas como Cellebrite Premium e GrayKey, adquiridas pela PF, são exemplos de tecnologia empregada nesse processo.
Se mesmo assim não for possível acessar as informações, a PF pode solicitar dados diretamente às empresas de tecnologia, como a Meta, responsável pelo WhatsApp. Se houver obstrução, a situação pode ser levada à Justiça para obter uma quebra de sigilo. A criptografia de ponta a ponta do WhatsApp protege as mensagens durante o envio, mas não impede a extração de dados diretamente do aparelho, o que foi possível no caso de Jair Bolsonaro.
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