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Bolsonaristas atacam Banco do Brasil, denuncia Fernando Haddad

Fernando Haddad alerta para ataques ao Banco do Brasil e defende medidas contra a alta inadimplência e sanções internacionais.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, diz que a política para datacenters garante proteção aos dados brasileiros (Foto: Evaristo Sa-13.ago.25/AFP)
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  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, denunciou ataques bolsonaristas ao Banco do Brasil, que já enfrenta aumento na inadimplência.
  • O banco solicitou à Advocacia-Geral da União (AGU) medidas jurídicas contra esses ataques, que visam incitar saques.
  • Haddad relacionou os ataques à Lei Magnitsky dos Estados Unidos, que impõe sanções a indivíduos acusados de corrupção, e mencionou o bloqueio do cartão de crédito do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
  • A inadimplência no agronegócio resultou em uma queda de 60% no lucro do Banco do Brasil no segundo trimestre, totalizando R$ 3,8 bilhões.
  • O ministro também defendeu a criação de uma política nacional para datacenters e comentou sobre tensões comerciais com os Estados Unidos, incluindo tarifas sobre exportações brasileiras.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, denunciou neste sábado (23) ataques bolsonaristas ao Banco do Brasil, afirmando que há tentativas de incitar saques de valores. O banco, que já enfrenta um aumento na inadimplência, solicitou à Advocacia-Geral da União (AGU) medidas jurídicas contra essas ações. Haddad destacou que a alta na inadimplência é resultado de uma “ação concertada” de bolsonaristas, que buscam minar instituições públicas.

O pano de fundo dos ataques está relacionado à Lei Magnitsky dos Estados Unidos, que impõe sanções a indivíduos acusados de corrupção. O ministro também mencionou que um cartão de crédito do ministro do STF, Alexandre de Moraes, foi bloqueado devido a essas sanções. Haddad criticou propostas no Congresso que visam perdoar dívidas do agronegócio, um setor que, segundo ele, não enfrenta problemas significativos.

Desdobramentos no Setor Financeiro

A inadimplência no agronegócio contribuiu para uma queda de 60% no lucro do Banco do Brasil no segundo trimestre, totalizando R$ 3,8 bilhões. O governo acredita que a expectativa de renegociação de dívidas, após a aprovação de uma “pauta-bomba” na Câmara, está influenciando essa situação. Haddad ressaltou que o atual cenário de crédito é preocupante, com juros elevados que agravam a desigualdade.

Além disso, o ministro defendeu a criação de uma política nacional para datacenters, enfatizando a importância de proteger dados brasileiros. Ele alertou que o Brasil atualmente processa 60% de seus dados no exterior, o que pode comprometer a soberania nacional. Um grupo de trabalho está analisando parcerias com a iniciativa privada para nacionalizar esse processamento.

Questões Comerciais e Políticas

Haddad também comentou sobre as tensões comerciais com os Estados Unidos, mencionando um tarifaço de 50% sobre exportações brasileiras, que já causa desconforto entre empresários americanos. Ele afirmou que, apesar das dificuldades, a carne brasileira continua sendo uma opção competitiva no mercado internacional.

Por fim, o ministro abordou a divulgação de diálogos entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, considerando-os um vazamento que pode gerar constrangimento internacional. A Polícia Federal investiga tentativas de obstrução de investigações relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro, envolvendo a família Bolsonaro.

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