- A indicação de Wagner Rosário, ex-ministro da Controladoria-Geral da União e atual controlador-geral de São Paulo, para o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo gerou polêmica em um seminário do governo Lula.
- Críticas à sua gestão surgiram devido à falta de investigações sobre fraudes contábeis em São Paulo.
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mencionou falhas em investigações relacionadas a um escândalo de manipulação de créditos de ICMS na Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado.
- Um participante do seminário afirmou que Rosário não investigou duas fraudes e foi “premiado” por isso, refletindo a insatisfação de integrantes do governo Lula.
- A indicação de Rosário enfrenta resistência, levantando dúvidas sobre sua capacidade de atuar no Tribunal de Contas.
A indicação de Wagner Rosário, ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) e atual controlador-geral de São Paulo, para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE) paulista gerou polêmica durante um seminário do governo Lula em Brasília, nesta quarta-feira (20). Críticas surgiram em relação à sua gestão, que é acusada de não investigar fraudes contábeis em São Paulo.
O evento contou com a presença de figuras importantes, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro da CGU, Vinicius de Carvalho. Durante sua fala, Haddad destacou a falta de “exemplo e liderança” no governo paulista para evitar um escândalo relacionado a fraudes com créditos de ICMS na Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado. Ele afirmou que “alguma coisa falhou em cruzamento de dados, investigação isenta”, referindo-se a um caso em que um auditor fiscal manipulou processos para liberar créditos tributários em troca de propina.
Críticas à Gestão de Rosário
Após a declaração de Haddad, um participante do seminário comentou em voz alta que “Wagner Rosário deixou passar duas fraudes e foi premiado por isso”. Essa afirmação reflete a insatisfação de integrantes do governo Lula, que criticam Rosário por não ter investigado escândalos que agora estão emergindo, como a fraude nos descontos associativos do INSS e o esquema de manipulação de créditos de ICMS.
Rosário foi escolhido pelo governador Tarcísio de Freitas para a vaga no TCE, mas sua indicação enfrenta resistência devido à sua gestão anterior. A falta de investigações sobre os escândalos atuais levanta questionamentos sobre sua capacidade de atuar de forma eficaz no tribunal. A situação evidencia um clima de tensão entre os governos federal e estadual, refletindo as divisões políticas em curso no Brasil.
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