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Rival de Netanyahu sugere coalizão para facilitar acordo de reféns em Gaza

Benny Gantz propõe governo temporário em Israel para negociar a libertação de reféns, enquanto Netanyahu busca o fim da guerra com o Hamas

Manifestantes exibem grandes bandeiras israelenses com fotos de reféns israelenses mantidos por militantes palestinos na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023, durante um protesto antigovernamental pedindo ações para protegê-los, do lado de fora do gabinete do primeiro-ministro em Jerusalém (Foto: AHMAD GHARABLI / AFP)
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  • Benny Gantz, líder do partido de oposição União Nacional, propôs a formação de um governo temporário de coalizão em Israel para facilitar a libertação de reféns em Gaza.
  • A proposta ocorre durante a guerra entre Israel e Hamas, que começou em 7 de outubro de 2023, resultando na captura de cerca de 50 reféns.
  • Gantz fez o apelo ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a outros líderes da oposição, Yair Lapid e Avigdor Lieberman.
  • Desde a saída dos partidos ultraortodoxos da coalizão em julho, Netanyahu não possui mais a maioria absoluta no Parlamento e depende de aliados da extrema direita.
  • Enquanto isso, dezenas de milhares de israelenses se manifestam em Tel Aviv, exigindo o fim da guerra e a libertação dos reféns.

Benny Gantz, líder do partido de oposição União Nacional, propôs a formação de um governo temporário de coalizão em Israel para facilitar a libertação de reféns em Gaza. A proposta surge em meio à guerra entre Israel e Hamas, que começou em 7 de outubro de 2023, resultando na captura de cerca de 50 reféns. Gantz fez o apelo a Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro, e a outros líderes da oposição, Yair Lapid e Avigdor Lieberman.

Desde a saída dos partidos ultraortodoxos da coalizão em julho, Netanyahu não possui mais a maioria absoluta no Parlamento. Ele depende de aliados da extrema direita, que se opõem a qualquer acordo de libertação de reféns e defendem a continuidade da guerra até a destruição do Hamas. Gantz enfatizou a urgência da situação, afirmando que “cada refém em perigo de morte pode ser nosso filho, seu filho”.

Mobilização Popular

Enquanto isso, dezenas de milhares de israelenses se manifestaram em Tel Aviv, exigindo o fim da guerra e a libertação dos reféns. As manifestações ocorrem semanalmente, refletindo a crescente pressão sobre o governo. O Hamas, por sua vez, concordou com um rascunho de acordo que prevê uma trégua de 60 dias, durante a qual os reféns seriam libertados em troca de centenas de prisioneiros palestinos.

Na quinta-feira, Netanyahu anunciou que havia ordenado “negociações imediatas” para a libertação de todos os reféns e o término da guerra. No entanto, ele não se referiu à proposta dos mediadores, que incluem Egito, Estados Unidos e Catar. O governo israelense deve confirmar o envio de uma delegação de negociadores para discutir os termos do acordo em um local a ser definido.

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