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Artistas e acadêmicos reagem às queixas da Casa Branca sobre o Smithsonian

Artistas e acadêmicos reagem a críticas da Casa Branca sobre exposições do Smithsonian, defendendo a liberdade de expressão e a diversidade cultural

Três bandeiras (EUA, Smithsonian Institution e Intersex-Inclusive Progress Pride) no topo do Castelo Smithsonian em Washington, DC, foram usadas como exemplo de movimentos recentes questionáveis na lista da Casa Branca. (Foto: Smithsonian Institution)
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  • Artistas e acadêmicos se mobilizaram contra uma lista da Casa Branca que critica exposições do Smithsonian, divulgada em 21 de agosto.
  • O documento, intitulado “O presidente Trump está certo sobre o Smithsonian”, aponta o que a administração considera “wokeness” nas instituições culturais.
  • A lista inclui críticas a uma exposição do Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana que discute a “cultura branca” nos Estados Unidos, com referências do autor Ibram X. Kendi.
  • Mais de 150 organizações artísticas dos Estados Unidos assinaram um compromisso de resistir à pressão política, sem mencionar diretamente a administração Trump.
  • A situação é vista como uma tentativa de silenciar vozes diversas e críticas, reafirmando a importância da arte como meio de resistência.

Artistas e acadêmicos se mobilizaram em resposta a uma lista da Casa Branca que critica exposições do Smithsonian, divulgada em 21 de agosto. O documento, intitulado “O presidente Trump está certo sobre o Smithsonian”, aponta o que a administração considera como “wokeness” nas instituições culturais.

A lista inclui críticas a uma série de exposições, como um texto do Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana que discute a “cultura branca” nos EUA, utilizando referências do autor Ibram X. Kendi. Kendi afirmou que a ação visa desacreditar seu trabalho e distrair do seu impacto acadêmico. Ele comparou a situação atual a tentativas históricas de silenciar discussões sobre a escravidão.

Reação dos Artistas

Entre os alvos da lista, estão uma série de danças no National Portrait Gallery e uma exposição sobre a história LGBTQ+ no Museu Nacional de História Americana. O artista Hugo Crosthwaite, responsável por um retrato de Anthony Fauci, expressou que, apesar da crítica, se sentiu honrado por seu trabalho ser reconhecido em meio a tentativas de censura.

Rigoberto A. Gonzalez, cujo trabalho aborda a imigração, também foi mencionado. Ele destacou que sua arte é política e reflete a resistência a sentimentos anti-imigrantes. Amy Sherald, que retirou sua exposição do National Portrait Gallery, escreveu que a censura governamental limita a imaginação e a narrativa cultural do país.

Mobilização do Setor Artístico

A recente revisão das exposições do Smithsonian, iniciada pela Casa Branca, visa garantir que estejam alinhadas com a “excepcionalidade americana”. Desde então, mais de 150 organizações artísticas dos EUA assinaram um compromisso de resistir à pressão política, embora não mencionem diretamente a administração Trump.

Artistas e defensores da liberdade de expressão veem a lista como uma tentativa de silenciar vozes diversas e críticas. A situação atual reitera a importância da arte como um meio de resistência e reflexão sobre a complexidade da história americana.

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