- A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tem até 20h34 desta sexta-feira, 22, para explicar um suposto plano de asilo na Argentina, conforme revelado pela Polícia Federal.
- O pedido foi feito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após o indiciamento de Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, por coação e tentativa de interferência judicial.
- Os indiciamentos estão relacionados a tentativas de Bolsonaro de reverter os resultados da eleição de 2022, na qual foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.
- A investigação encontrou um documento de 33 páginas com um rascunho de pedido de asilo ao presidente argentino, Javier Milei, mencionando “prisão iminente” por motivos políticos.
- A Procuradoria-Geral da República também será ouvida, e Moraes decidirá sobre a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro, que pode enfrentar mais de 40 anos de prisão se condenado.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem até 20h34 desta sexta-feira, 22, para justificar um suposto plano de asilo na Argentina, revelado por investigações da Polícia Federal. O pedido foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o indiciamento de Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, por crimes de coação e tentativa de interferência judicial.
Os indiciamentos estão relacionados a tentativas de Bolsonaro de reverter os resultados da eleição de 2022, onde foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa alega que o ex-presidente nunca considerou deixar o Brasil. O advogado Fábio Wajngarten afirmou que não houve qualquer planejamento de fuga, destacando que as mensagens encontradas em celulares eram apenas ideias sem avaliação.
Detalhes do Caso
A investigação revelou um documento de 33 páginas que continha um rascunho de pedido de asilo ao presidente argentino, Javier Milei. O texto indicava que Bolsonaro estaria “enfrentando prisão iminente” por motivos políticos. A minuta foi criada em fevereiro de 2024, após a operação da Polícia Federal que investigou um suposto golpe orquestrado por aliados do ex-presidente.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também foi ouvida e, após os esclarecimentos da defesa, Moraes decidirá sobre a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro. Se condenado, o ex-presidente pode enfrentar mais de 40 anos de prisão.
Repercussões e Tensão
A situação gerou preocupação entre os apoiadores de Bolsonaro, que temem uma possível prisão antes do julgamento, previsto para ser concluído em 12 de setembro. O advogado Paulo da Cunha Bueno afirmou que a ideia de fuga foi levantada, mas rejeitada por Bolsonaro. Enquanto isso, a popularidade de Lula cresce, com mais de 70% da população se opondo a pressões externas sobre as instituições brasileiras.
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