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Ex-oficial da Marinha é preso pela PF após movimentar R$ 2 bilhões em empréstimos não pagos

Quadrilha movimentou R$ 2 bilhões em fraudes bancárias por 25 anos; líderes foram presos em operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Foto: Reprodução
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  • A Polícia Federal desarticulou uma quadrilha de fraudes em empréstimos bancários no Rio de Janeiro, liderada por Jobson Batista.
  • O esquema movimentou R$ 2 bilhões em 334 empresas fantasmas ao longo de 25 anos.
  • Jobson e sua esposa, Cláudia Márcia, foram presos em um condomínio de luxo em Niterói, junto com outros oito integrantes do grupo.
  • As investigações revelaram que Jobson cooptava gerentes de bancos, oferecendo benefícios em troca de liberação de créditos.
  • Ele e sua quadrilha enfrentam acusações de estelionato qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal (PF) desarticulou uma quadrilha que operava fraudes em empréstimos bancários, liderada por Jobson Batista, no Rio de Janeiro. O esquema, que movimentou R$ 2 bilhões em 334 empresas fantasmas ao longo de 25 anos, foi revelado na última semana. Jobson, um ex-oficial da Marinha Mercante, e sua esposa, Cláudia Márcia, foram presos em um condomínio de luxo em Niterói, junto com outros oito integrantes do grupo.

As investigações apontam que Jobson utilizava empresas de fachada para obter créditos em instituições financeiras, sem intenção de quitá-los. Ele cooptava gerentes de bancos, oferecendo benefícios como uísques e celulares, além de uma porcentagem dos valores liberados. As empresas eram criadas em nome de laranjas, que forneciam dados pessoais em troca de pequenas recompensas, como bebidas.

Modo de Operação

O esquema começou no início dos anos 2000, quando Jobson, enfrentando dificuldades financeiras, decidiu criar empresas falsas para conseguir empréstimos. Bruno Bastos Oliveira, delegado da PF, explicou que as empresas não tinham atividade produtiva e existiam apenas no papel. Após obter os empréstimos, o grupo pagava algumas parcelas para evitar suspeitas, mas logo parava, fazendo parecer que as empresas enfrentavam dificuldades financeiras.

Em alguns casos, os próprios gerentes de bancos ofereciam linhas de crédito, como uma de R$ 100 mil para empresas de placas solares. Jobson rapidamente criava um CNPJ para o negócio e captava clientes interessados. A quadrilha utilizava contadores que ajudavam a criar as empresas de fachada, transferindo CNPJs reais para laranjas.

Consequências Legais

Jobson já havia sido preso em 2024, após um laranja ser detido em uma agência bancária. Na delegacia, ele tentou subornar um delegado, o que resultou em sua condenação por corrupção ativa. Após seis meses, foi liberado sob monitoramento, mas continuou a operar fraudes. Agora, ele e sua quadrilha enfrentam acusações de estelionato qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O advogado do casal afirmou que a inocência deles será comprovada no decorrer do processo. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) repudiou a participação de funcionários em atividades criminosas e destacou que realiza treinamentos para identificar transações suspeitas.

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