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‘Falsa desembargadora’ é presa no RN por usar carteira de advogado do Paraná

Célia Soares de Brito foi presa após se passar por autoridades com documentos falsificados em Mossoró; investigação prossegue sobre a origem dos papéis

'Falsa desembargadora' detida no RN usava carteira da OAB com inscrição de advogado no Paraná (Foto: Reprodução)
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  • Célia Soares de Brito, de 46 anos, foi detida em Mossoró, Rio Grande do Norte, por se passar por autoridades durante uma corrida de aplicativo.
  • O motorista desconfiou de sua história e acionou a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
  • A PRF encontrou inconsistências nos documentos apresentados, incluindo uma carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sem chip e um “certificado de posse” como desembargadora considerado inválido.
  • Os documentos foram apreendidos e a Polícia Civil investiga a origem e a motivação da farsa.
  • Célia passou por audiência de custódia e teve liberdade provisória concedida, com fiança de dois salários-mínimos e restrições de movimentação.

Detida em Mossoró (RN), Célia Soares de Brito, de 46 anos, foi identificada como impostora ao se passar por autoridades, incluindo desembargadora e juíza, durante uma corrida de aplicativo. O episódio ocorreu em 20 de agosto, quando o motorista desconfiou da história contada por ela.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada e, ao verificar os documentos apresentados, encontrou várias inconsistências. Entre os papéis, estava uma carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que não possuía chip, item obrigatório nos modelos atuais. Além disso, os nomes dos pais de Célia eram diferentes dos registrados em sua identidade. A consulta ao número de inscrição revelou que pertencia a um advogado do Paraná.

Investigação em Andamento

Célia também apresentou um “certificado de posse” como desembargadora, considerado inválido. Os documentos foram apreendidos e encaminhados à Polícia Civil, que investiga a origem e a motivação da farsa. O motorista, ao perceber contradições na narrativa de Célia, a levou até um posto da PRF na BR-304, onde ela foi presa em flagrante.

A mãe e a filha de Célia, que estavam no veículo, foram ouvidas e liberadas. Após a detenção, a mulher passou por audiência de custódia no dia seguinte. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) informou que a liberdade provisória foi concedida, condicionada ao pagamento de fiança de dois salários-mínimos. Célia não poderá mudar de endereço sem autorização e deve comparecer a todos os atos do inquérito, além de informar se se ausentar por mais de oito dias.

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