- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem até a manhã da próxima quarta-feira, 27, para decidir o futuro do inquérito que indiciou Jair e Eduardo Bolsonaro.
- O inquérito investiga tentativas de obstruir investigações sobre um suposto golpe de estado.
- O inquérito foi enviado à PGR na manhã de segunda-feira, 25, após a apresentação de um suposto plano de fuga para a Argentina.
- As movimentações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde buscava punir autoridades brasileiras, também estão sendo analisadas.
- O inquérito pode ser arquivado, retornar à Polícia Federal para mais investigações ou resultar em ação criminal.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem até a manhã da próxima quarta-feira, 27, para decidir o futuro do inquérito que indiciou Jair e Eduardo Bolsonaro por tentativas de obstruir investigações sobre um suposto golpe de estado. O ex-presidente enfrenta a possibilidade de condenação.
O inquérito foi enviado à PGR na manhã de segunda-feira, 25, após os advogados de Bolsonaro apresentarem um suposto plano de fuga para a Argentina, que está sendo investigado pela Polícia Federal. O prazo de 48 horas para a decisão de Gonet começou a contar após o despacho do relator Alexandre de Moraes.
Na quarta-feira passada, 20, Jair e Eduardo foram indiciados devido às movimentações de Eduardo nos Estados Unidos, onde buscava punir autoridades brasileiras. O objetivo declarado por ele era impedir o andamento das investigações sobre a tentativa de golpe. A situação se complicou ainda mais com a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que também sancionou Moraes.
Possíveis Destinos do Inquérito
O inquérito pode seguir três caminhos: ser arquivado, retornar à PF para mais investigações ou resultar em uma ação criminal. Gonet tem a liberdade de alterar as acusações sugeridas pela PF, podendo ampliar ou reduzir os crimes apontados. Além disso, ele pode solicitar medidas cautelares contra o ex-presidente, que já se encontra em prisão domiciliar.
Durante a investigação, a PF encontrou mensagens no celular de Bolsonaro que indicam a cogitação de um pedido de asilo político ao novo governo argentino, liderado por Javier Milei. Uma minuta de solicitação foi localizada, embora não tenha sido assinada nem datada.
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