- O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou o rebaixamento das relações diplomáticas com o Brasil.
- A decisão ocorreu após o Itamaraty não aprovar a indicação do diplomata Gali Dagan como novo embaixador em Brasília.
- Israel retirou a solicitação de agrément, que é necessária para a nomeação, e optou por conduzir as relações em um nível inferior.
- As tensões aumentaram desde o início do conflito em Gaza, com críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às ações israelenses, levando à declaração de Lula como persona non grata.
- O governo brasileiro defende um cessar-fogo e a entrada de ajuda humanitária em Gaza, enquanto critica as operações militares de Israel.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou, nesta segunda-feira (25), o rebaixamento das relações diplomáticas com o Brasil. A decisão foi tomada após o Itamaraty não aprovar a indicação do diplomata Gali Dagan como novo embaixador em Brasília. Israel retirou a solicitação de agrément, essencial para a nomeação, e decidiu conduzir as relações em um nível inferior.
As tensões entre os dois países aumentaram desde o início do conflito em Gaza, em outubro de 2023. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a ofensiva israelense, comparando-a ao Holocausto, o que resultou na declaração de Lula como persona non grata por parte do governo israelense em fevereiro de 2024. O ministro da Defesa, Israel Katz, acusou Lula de antissemita e apoiador do Hamas, intensificando a crise diplomática.
O assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, afirmou que a ausência do agrément é uma resposta ao tratamento recebido pelo ex-embaixador brasileiro em Tel Aviv, Frederico Meyer, que foi alvo de uma reprimenda pública. Amorim reiterou que o Brasil deseja manter boas relações com Israel, mas não pode aceitar o que considera um genocídio em Gaza.
Desde a retirada do embaixador brasileiro em maio de 2024, o cargo permanece vago. O governo brasileiro tem defendido um cessar-fogo e a entrada de ajuda humanitária em Gaza, enquanto critica as ações militares israelenses. A falta de um embaixador em Tel Aviv e a decisão de Israel de não indicar um novo nome refletem a deterioração das relações diplomáticas entre os dois países.
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