- Celso Éder Gonzaga de Araújo foi preso na Operação Ícaro, acusado de liderar um esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda de São Paulo, envolvendo mais de R$ 1 bilhão em propinas.
- A operação resultou na apreensão de R$ 1,2 milhão em dinheiro, além de dólares, euros, criptomoedas e esmeraldas.
- Celso e sua esposa, Tatiane da Conceição Lopes, enfrentam processos por lavagem de dinheiro e estelionato.
- O Ministério Público de São Paulo descreve Celso como um lobista que cobrava honorários altos para “consultoria” a empresas com débitos tributários.
- A investigação também envolve o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, acusado de cobrar propinas para facilitar restituições de ICMS.
O empresário Celso Éder Gonzaga de Araújo foi preso na Operação Ícaro, acusado de liderar um esquema de corrupção que movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas na Secretaria da Fazenda de São Paulo. A operação resultou na apreensão de R$ 1,2 milhão em dinheiro, além de dólares, euros, criptomoedas e esmeraldas.
Celso e sua esposa, Tatiane da Conceição Lopes, enfrentam múltiplos processos por lavagem de dinheiro e estelionato. O Ministério Público de São Paulo o descreve como um lobista que oferecia “consultoria” a empresas com débitos tributários, cobrando honorários exorbitantes. A investigação revela que ele tinha conexões em diversas Secretarias da Fazenda e também atuava em nível federal.
Detalhes da Operação
Na semana passada, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca na residência de Celso em Campo Grande. A Justiça decretou sua prisão preventiva, considerando que a quantia em espécie encontrada evidencia a lavagem de recursos de origem criminosa. Tatiane, inicialmente presa, já foi transferida para o regime domiciliar.
Os promotores destacam que o casal desempenhou um papel central na dispersão das propinas. Celso é descrito como um “notório estelionatário”, tendo sido preso anteriormente na Operação Ouro de Ofir, onde prometia retornos milionários a investidores em transações de ouro.
Conexões e Implicações
A investigação também aponta que Celso e o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como o “cérebro” do esquema, mantinham uma relação próxima. Artur é acusado de cobrar propinas de empresas para facilitar a restituição de créditos de ICMS. A mãe do auditor transferiu R$ 16,7 milhões para o casal, levantando suspeitas sobre a origem dos recursos.
O juiz Paulo Fernando Deroma de Mello negou o pedido de revogação da prisão preventiva de Celso, argumentando que ele poderia continuar suas atividades ilícitas mesmo sob monitoramento eletrônico. O Ministério Público considera que a investigação pode se expandir para incluir a Receita Federal, dada a gravidade das acusações.
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