- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou a criação de uma comissão para discutir a reforma administrativa na próxima quarta-feira.
- O projeto, que será relatado pelo deputado Pedro Paulo, inclui setenta propostas para modernizar a administração pública.
- Entre as propostas está o fim da aposentadoria compulsória de juízes e a possibilidade de demissão por processo administrativo.
- A reforma é dividida em quatro eixos: governança e gestão, transformação digital, profissionalização do serviço público e combate a privilégios.
- A proposta também busca limitar o número de secretarias em municípios que dependem de transferências de receita, visando economia.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou a criação de uma comissão para discutir a reforma administrativa na próxima quarta-feira. O projeto, que será relatado pelo deputado Pedro Paulo, inclui 70 propostas que visam modernizar a administração pública e aumentar a eficiência do Estado.
Entre as principais propostas está o fim da aposentadoria compulsória como punição para juízes, além da possibilidade de demissão desses profissionais por meio de processo administrativo. Motta enfatizou a urgência da reforma, afirmando que o Estado brasileiro não está acompanhando a velocidade da sociedade. “Quando o Estado falha, é o cidadão quem paga”, destacou em suas redes sociais.
Eixos da Reforma
A reforma é estruturada em quatro eixos principais: governança e gestão, transformação digital, profissionalização do serviço público e combate a privilégios. O primeiro eixo propõe um planejamento estratégico para o Poder Executivo, enquanto o segundo busca expandir iniciativas digitais, como o portal Gov.br.
O relator, Pedro Paulo, também sugeriu a definição de “erro grosseiro” para fomentar a inovação na administração pública. Entre as inovações, destaca-se a criação de uma tabela única remuneratória, que visa reduzir desigualdades salariais no serviço público ao longo de dez anos.
Desafios e Impactos
A proposta prevê a limitação do número de secretarias em municípios que dependem de transferências de receita, buscando gerar economia. No entanto, mudanças em privilégios, como a redução das férias de 60 dias para o judiciário, podem gerar tensões. A reforma é uma prioridade para Motta, que acredita que a modernização é essencial para atender às demandas da sociedade.
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