- O Senado brasileiro deve votar um projeto de lei para combater a “adultização” de crianças e adolescentes nas redes sociais.
- O acordo entre oposição e governo facilita a análise do texto, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou que o senador Flavio Arns será o relator do projeto.
- O projeto, conhecido como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) digital, exige que plataformas digitais ofereçam acesso aos responsáveis sobre as atividades online de seus filhos.
- Entre as medidas, as redes sociais terão um “dever de cuidado” com menores e os pais poderão controlar a visibilidade de conteúdos e a comunicação entre adultos e crianças.
O Senado brasileiro deve votar, nesta semana, um projeto de lei que visa combater a “adultização” de crianças e adolescentes nas redes sociais. O acordo entre oposição e governo facilita a análise do texto, que já passou pela Câmara dos Deputados.
A expectativa é que a votação ocorra sem dificuldades, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicando que a relatoria ficará a cargo do senador Flavio Arns (PSB-PR). O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), destacou que essa é uma prioridade do Planalto para a semana.
O projeto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-ES), é conhecido como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) digital. Ele estabelece que as plataformas digitais devem facilitar o acesso dos responsáveis às atividades online de seus filhos, visando prevenir a exposição a crimes como a pedofilia.
Entre as principais medidas, o texto propõe que as redes sociais adotem um “dever de cuidado” com menores, responsabilizando as empresas que não cumprirem as obrigações. Além disso, os pais terão acesso a mecanismos de controle para limitar a visibilidade de conteúdos, restringir a comunicação entre adultos e crianças e regular o tempo de uso das plataformas.
A discussão sobre o projeto ganhou destaque após a repercussão de um vídeo do influenciador Felca, que levantou preocupações sobre a exposição precoce de crianças nas redes sociais. O texto retornou ao Senado após modificações feitas pelos deputados, mas a expectativa é que a votação siga as mesmas bases aprovadas anteriormente.
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