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CPI do INSS promete rigor na investigação e convocação de ex-ministros e presidentes

CPI do INSS investiga fraudes de R$ 6,3 bilhões e convoca ex-ministros para depor; milhões de beneficiários foram prejudicados

Relator da CPI do INSS, Alfredo Gaspar, conversa com o presidente do colegiado, Carlos Viana; primeiros requerimentos serão votados nesta terça-feira, 26. (Foto: Wilton Junior/Estadão)
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  • A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) investiga fraudes que causaram um rombo de R$ 6,3 bilhões em aposentadorias e pensões.
  • O relator, deputado Alfredo Gaspar, afirmou que a CPI será rigorosa e convocou ex-ministros da Previdência e ex-presidentes do INSS para depor.
  • Entre os convocados estão os ex-ministros José Carlos Oliveira, Carlos Lupi e Carlos Gabas.
  • A CPI solicitou informações à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Polícia Federal sobre os mecanismos de controle do INSS.
  • Milhões de beneficiários foram afetados, com mais de 3,2 milhões de processos de contestação abertos.

BRASÍLIA – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) intensificou suas investigações sobre fraudes que causaram um rombo de R$ 6,3 bilhões em aposentadorias e pensões. O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que a CPI será “dura e implacável” na apuração, convocando ex-ministros da Previdência e ex-presidentes do INSS para depor.

Na sessão de terça-feira, 26, foram aprovadas convocações para figuras-chave, como o ex-ministro José Carlos Oliveira, que atuou no governo de Jair Bolsonaro, e os ex-ministros Carlos Lupi e Carlos Gabas. Gaspar destacou que não haverá protegidos em seu relatório e que todos os envolvidos nas fraudes serão responsabilizados.

Convocações e Requerimentos

A CPI também solicitou informações à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Polícia Federal sobre os mecanismos de controle do INSS. O objetivo é obter dados sobre auditorias e inquéritos relacionados aos descontos indevidos. A investigação se estenderá até 28 de março de 2026, com foco em identificar os responsáveis pelas irregularidades.

Entre os alvos da investigação está Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “careca do INSS”, que é acusado de movimentar R$ 53 milhões em valores de entidades sindicais. A CPI busca esclarecer como associações de fachada conseguiram realizar descontos não autorizados, afetando milhões de aposentados.

Impacto nas Aposentadorias

Milhões de beneficiários foram prejudicados, com mais de 3,2 milhões de processos de contestação abertos. A CGU estima que os prejuízos podem alcançar R$ 2,6 bilhões. A CPI também discutirá recomendações para proteger aposentados, como a exigência de biometria para validar descontos e o fortalecimento das auditorias.

O colegiado já votou requerimentos para acesso a documentos e processos administrativos desde 2015, visando aprofundar as investigações. O relator reafirmou que a CPI não está aqui para “conservar bandidos de estimação”, mas para investigar e dar respostas à população.

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