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Diaba Loira exibe tatuagem em homenagem a traficantes alvos de operação policial

Diaba Loira é assassinada após denunciar Doca e operação policial deixa um sargento ferido, intensificando a guerra entre facções no Rio

Tatuagem nas costas de Eweline Passos Rodrigues, a Diaba Loira: uma mulher segura um fuzil, ao lado de um coelho e de um jacaré, em referência a uma grife (Foto: Reprodução)
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  • Eweline Passos Rodrigues, conhecida como Diaba Loira, foi assassinada após denunciar Edgar Alves Andrade, o Doca, por tentar expandir seu domínio sobre áreas do Terceiro Comando Puro (TCP).
  • A rivalidade entre o Comando Vermelho (CV) e o TCP levou a uma operação policial que resultou em um sargento ferido e três detidos.
  • Durante a operação nas comunidades da Serrinha, Juramento, Fubá e Campinho, foram apreendidos um fuzil e drogas, além da destruição de 18 estruturas usadas para disparos de precisão.
  • Diaba Loira havia desafiado Doca em vídeos nas redes sociais, acusando-o de cooptar membros do TCP e tentando comprar um integrante identificado como Cocão.
  • A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-Cap) informou que os confrontos refletem uma “guerra urbana” entre Doca e os líderes do TCP, Wallace de Brito Trindade, o Lacoste, e William Yvens da Silva, o Coelhão.

Eweline Passos Rodrigues, conhecida como Diaba Loira, foi assassinada dias após denunciar a tentativa de Edgar Alves Andrade, o Doca, de expandir seu domínio sobre áreas controladas pelo Terceiro Comando Puro (TCP). A rivalidade entre o Comando Vermelho (CV) e o TCP resultou em uma operação policial que deixou um sargento ferido e três detidos.

Em vídeos publicados no TikTok, Diaba Loira, que havia mudado de facção, desafiou Doca, afirmando que ele tentava cooptar membros do TCP. “Dessa vez eu que dei o check-mate,” declarou, enquanto exibia uma tatuagem que simbolizava sua lealdade ao TCP. A operação policial, realizada nas comunidades da Serrinha, Juramento, Fubá e Campinho, visava conter o avanço do CV na Zona Oeste do Rio.

Durante a ação, um sargento do Bope foi baleado na perna e um taxista foi atingido por uma bala perdida. O sargento foi levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas e seu estado é estável. A operação resultou na apreensão de um fuzil, drogas e na destruição de 18 estruturas usadas para disparos de precisão.

A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-Cap) informou que os confrontos refletem uma “guerra urbana” entre Doca e os líderes do TCP, Wallace de Brito Trindade, o Lacoste, e William Yvens da Silva, o Coelhão. A disputa territorial causou o fechamento de 20 escolas e unidades de saúde nas áreas afetadas.

Diaba Loira também acusou Doca de tentar comprar um integrante do TCP, identificado como Cocão. Com 92 mil seguidores nas redes sociais, ela finalizou seus vídeos com um apelo direto a Doca, desafiando sua ambição de controle. Doca é investigado por mais de 100 homicídios e é apontado como mandante de execuções recentes, incluindo a morte de três médicos confundidos com milicianos.

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