- A imagem de Israel entre evangélicos brasileiros é positiva, com 52% de apoio, enquanto a percepção geral é negativa, com 50% de opiniões desfavoráveis após relatos de violações em Gaza.
- As relações diplomáticas entre Brasil e Israel pioraram após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparar ações israelenses ao Holocausto, levando Israel a declarar Lula “persona non grata”.
- O embaixador brasileiro em Tel Aviv foi retirado e a embaixada é agora gerida por um encarregado de negócios.
- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, acusou Lula de antissemita e apoiador do Hamas, aumentando as tensões.
- O Brasil se juntou a uma ação judicial da África do Sul na Corte Internacional de Justiça, que acusa Israel de genocídio na Faixa de Gaza.
A imagem de Israel entre os evangélicos brasileiros permanece positiva, com 52% de apoio, conforme pesquisa da Genial/Quaest. Em contraste, a percepção geral do país se deteriorou, especialmente após relatos de violações em Gaza, resultando em 50% de opiniões desfavoráveis entre a população em geral.
As relações diplomáticas entre Brasil e Israel se agravaram após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparar as ações israelenses na Faixa de Gaza ao Holocausto. Essa declaração gerou uma resposta severa do governo israelense, que declarou Lula “persona non grata” e rebaixou o nível das relações diplomáticas. O embaixador brasileiro em Tel Aviv foi retirado, e a embaixada agora é gerida por um encarregado de negócios.
A pesquisa revelou que, em outubro de 2023, apenas 27% da população brasileira tinha uma visão negativa de Israel, um número que saltou para 50% após os recentes conflitos. O apoio dos evangélicos a Israel é atribuído a fatores políticos e teológicos, com muitos alinhando-se a países aliados, como os Estados Unidos, e vendo Israel como um símbolo religioso.
Recentemente, o Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou que rebaixaria suas relações com o Brasil após o governo brasileiro não responder à indicação de um novo embaixador. O ex-embaixador, Daniel Zonshine, foi substituído por Gali Dagan, mas o Brasil não concedeu o agrément, interpretado como uma recusa.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, acusou Lula de ser um “antissemita apoiador do Hamas”, intensificando ainda mais as tensões. Além disso, o Brasil se juntou a uma ação judicial da África do Sul na Corte Internacional de Justiça, que acusa Israel de genocídio na Faixa de Gaza.
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