- O ex-presidente Jair Bolsonaro está sob monitoramento 24 horas em sua residência, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
- A decisão foi tomada devido a indícios de risco de fuga, incluindo uma carta pedindo asilo na Argentina.
- A Polícia Penal do Distrito Federal deve implementar vigilância em tempo real na casa de Bolsonaro, localizada no Condomínio Solar de Brasília.
- O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apoiou a decisão, afirmando que a possibilidade de fuga foi eliminada.
- Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, foram indiciados pela Polícia Federal (PF) por crimes como coação e articulação para sanções.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está sob monitoramento 24 horas na sua residência, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, anunciada nesta terça-feira, foi motivada por indícios de risco de fuga, incluindo a descoberta de uma carta solicitando asilo na Argentina.
Moraes ordenou que a Polícia Penal do Distrito Federal implemente vigilância em tempo real na casa de Bolsonaro, localizada no Condomínio Solar de Brasília. O ministro justificou a medida ao afirmar que as evidências da Polícia Federal (PF) indicam que o ex-presidente tinha planos de evasão do país. A carta, editada pela última vez em fevereiro de 2024, sugere que Bolsonaro se preparava para fugir para evitar a aplicação de leis penais.
Reações e Implicações
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) celebrou a decisão de Moraes, afirmando que a possibilidade de fuga foi eliminada. Em suas redes sociais, Farias destacou que a medida é uma vitória importante e que Bolsonaro não conseguirá escapar das consequências legais. O parlamentar também criticou as tentativas do ex-presidente de anistia e de obstruir o julgamento.
Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), foram indiciados pela PF por crimes como coação e articulação para intensificar sanções dos Estados Unidos ao Brasil. A proximidade do julgamento, agendado entre os dias 2 e 12 de setembro, intensifica as preocupações sobre as ações de Eduardo, que está no exterior e pode interferir no processo.
Contexto Legal
Desde agosto de 2024, Bolsonaro está em prisão domiciliar por decisão de Moraes, que considerou que o ex-presidente descumpriu medidas cautelares anteriores, como a proibição de uso de redes sociais. A PF alertou que a eficácia da prisão domiciliar pode ser comprometida pela dependência da tornozeleira eletrônica em relação ao sinal de telefonia. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o filho Jair Renan criticaram a situação, alegando que é desproporcional para um homem de 70 anos com problemas de saúde.
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