- A Operação Contenção foi realizada em 26 de agosto pela Polícia Civil e pela Polícia Militar na Zona Norte do Rio de Janeiro.
- O objetivo da operação é conter a expansão do Comando Vermelho em direção à Zona Oeste, em meio a confrontos com o Terceiro Comando Puro.
- Foram registrados tiroteios intensos nas comunidades de Serrinha, Juramento, Fubá e Campinho, causando pânico entre os moradores.
- A operação resultou em mais de 40 prisões, sete criminosos mortos e 11 adolescentes apreendidos, além da recuperação de mais de 250 armas.
- A violência afetou cerca de 16 mil alunos, levando ao fechamento de 57 escolas na região.
As polícias Civil e Militar deflagraram a Operação Contenção nesta terça-feira, 26 de agosto, em quatro comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro. O objetivo é conter a expansão do Comando Vermelho (CV) em direção à Zona Oeste, em meio a intensos confrontos com o Terceiro Comando Puro (TCP). A operação abrangeu as comunidades da Serrinha, Juramento, Fubá e Campinho, onde foram registrados tiroteios intensos.
Durante a ação, não foram divulgadas informações sobre prisões, mas relatos de moradores indicam um clima de pânico. A Avenida Ministro Edgard Romero, em Madureira, chegou a ser interditada temporariamente devido ao tiroteio. A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-Cap) informou que a disputa entre as facções tem gerado um cenário de guerra urbana, com o uso de armamento pesado, incluindo granadas.
Dados da Operação
A Operação Contenção já resultou em mais de 40 prisões, além de sete criminosos mortos e 11 adolescentes apreendidos. Os agentes também recuperaram mais de 250 armas utilizadas pelos traficantes. A DRE-Cap destacou que a ação é parte de um esforço sistemático para desarticular as estruturas financeiras e operacionais do CV, que tem promovido uma série de ofensivas a partir do Morro do Juramento.
Os conflitos na região são liderados por figuras como Wallace de Brito Trindade, conhecido como Lacoste, e William Yvens da Silva, o Coelhão, pelo TCP. O CV, por sua vez, é comandado por Edgar Alves de Andrade, o Doca. A luta pelo controle territorial não se limita ao tráfico de drogas, mas também envolve a exploração de serviços nas comunidades, prática conhecida como narcomilícia.
Impacto na Comunidade
A violência resultante da operação afetou diretamente a rotina de cerca de 16 mil alunos, que ficaram sem aulas devido ao fechamento de 57 escolas na região. O governador do Rio, Cláudio Castro, ressaltou a importância da integração entre as forças policiais e reafirmou o compromisso com a segurança pública. A situação continua a gerar preocupação entre os moradores, que relatam momentos de medo e insegurança em suas comunidades.
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