- O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) analisa a suspensão da privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).
- O leilão está previsto para novembro e o conselheiro Fabio Camargo pediu a interrupção do processo.
- Camargo argumenta que a venda pode prejudicar o patrimônio público e comprometer a segurança dos dados dos cidadãos.
- O presidente do TCE-PR, Ivens Linhares, encaminhou o pedido ao conselheiro José Durval do Amaral, que decidirá sobre a liminar.
- A oposição no Paraná, liderada pelo deputado Arilson Chiorato (PT), questiona a falta de clareza no edital da privatização.
O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) está avaliando a possibilidade de suspender a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). O leilão está agendado para novembro, mas o conselheiro Fabio Camargo solicitou a interrupção do processo para proteger o patrimônio público e a segurança dos dados dos cidadãos.
Camargo argumenta que a suspensão é “imprescindível e inadiável”, uma vez que a venda da Celepar pode resultar em prejuízos ao patrimônio público e riscos à privacidade dos dados sensíveis armazenados pela empresa. O conselheiro também propôs a realização de uma audiência pública no TCE, convidando figuras como o governador Ratinho Jr. e o diretor-presidente da Celepar, André Gustavo Garbosa.
Análise do Pedido
O presidente do TCE-PR, Ivens Linhares, reconheceu a relevância da preocupação levantada e encaminhou o pedido ao conselheiro José Durval do Amaral, que é relator de outra representação relacionada. Amaral poderá decidir sobre a liminar de forma monocrática ou levar o caso ao plenário da Corte.
Enquanto isso, a oposição no Paraná, liderada pelo deputado Arilson Chiorato (PT), busca na Justiça a suspensão de uma audiência pública sobre a privatização. O grupo critica a falta de clareza no edital, que não especifica o modelo de privatização, os serviços afetados e os impactos para a população e os municípios.
A situação da Celepar, primeira empresa pública de tecnologia da informação do Brasil, continua a gerar debates acalorados, com preocupações sobre a transparência e a segurança dos dados dos cidadãos em meio ao processo de desestatização.
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