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Verba de aposentados em Belford Roxo favorece aliados de Waguinho

Ex-prefeito Waguinho é investigado por repasse de R$ 14 milhões do Instituto de Previdência, com indícios de fraude e pagamentos irregulares.

Daniela do Waguinho, Raphael Simonin e Matheus durante campanha nas eleições de 2024 em Belford Roxo (Foto: Redes Sociais/Reprodução)
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  • O ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho (Republicanos), é alvo de um inquérito da Polícia Civil sobre um repasse de R$ 14 milhões do Instituto de Previdência (Previde).
  • A investigação aponta indícios de fraude, com pagamentos a pessoas sem vínculos legítimos com a instituição.
  • Documentos revelam que 11 pessoas, incluindo candidatos e familiares de Waguinho, receberam R$ 316 mil em dezembro de 2023.
  • A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) identificou que funcionárias do Previde discutiram receber uma comissão de 5% sobre os repasses.
  • A atual gestão, sob Márcio Canella (União), ajuizou uma ação de improbidade contra Waguinho, questionando a origem dos recursos.

Alvo de um inquérito da Polícia Civil do Rio, o ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho (Republicanos), é investigado por um repasse de R$ 14 milhões do Instituto de Previdência (Previde). O inquérito aponta indícios de fraude, com pagamentos a pessoas sem vínculos legítimos com a instituição.

Documentos da prefeitura revelam que 11 pessoas, incluindo candidatos e familiares de Waguinho, receberam R$ 316 mil em dezembro de 2023. A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) identificou que funcionárias do Previde discutiram a possibilidade de receber uma comissão de 5% sobre esses repasses. A investigação constatou que 539 pessoas beneficiadas não tinham qualquer relação com o Previde, que é responsável por pagar aposentadorias e pensões no município.

Entre os políticos envolvidos, destaca-se Rogelson Sanches Fontoura, conhecido como Gelsinho Guerreiro (Republicanos), que recebeu R$ 50 mil em um único pagamento. Sua esposa, a ex-deputada Daniele Guerreiro, e seus filhos também foram contemplados com valores semelhantes. Gelsinho, que disputou novamente a prefeitura de Mesquita em 2024, não se manifestou sobre os repasses.

Outro beneficiado foi Alex Pagniez (PDT), que recebeu R$ 20 mil em 23 de dezembro. Sua mãe, servidora aposentada, também recebeu pagamentos no mesmo mês, levantando suspeitas sobre a legalidade dos repasses. A atual gestão, sob Márcio Canella (União), ajuizou uma ação de improbidade contra Waguinho, questionando a origem dos recursos.

Relações Políticas

A relação entre as gestões de Waguinho e Canella, que foram aliados até 2023, é complexa. Raphael Simonin Matias, candidato a vereador pelo Solidariedade, recebeu R$ 10 mil do Previde e foi nomeado secretário-executivo na gestão de Canella. Simonin elogiou Waguinho em suas redes sociais, destacando a “gestão que cuida das pessoas”.

Waguinho, por sua vez, se defende das acusações, alegando ser alvo de uma tentativa de deslegitimação política. Ele afirmou que o inquérito não demonstra ligação direta entre ele e os repasses do Previde. Recentemente, o ex-prefeito parabenizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suas escolhas políticas, reforçando sua conexão com o governo federal, mesmo após perder a presidência estadual do Republicanos e a eleição em Belford Roxo.

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