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Câmara de Balneário Camboriú rejeita projeto que proibia ‘comunismo’ nas escolas

Câmara de Balneário Camboriú arquiva projeto que visava proibir ideologias em escolas, reafirmando a inconstitucionalidade da proposta

Jair Renan, o filho '04' de Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
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  • A Câmara Municipal de Balneário Camboriú arquivou um projeto de lei do vereador Jair Renan Bolsonaro em 7 de agosto.
  • O projeto visava proibir a doutrinação ideológica relacionada ao comunismo, socialismo e nazismo nas escolas.
  • A Procuradoria-Geral da Câmara considerou a proposta inconstitucional, afirmando que violava a competência da União para legislar sobre diretrizes educacionais.
  • O procurador Luiz Alves Netto destacou que a proposta afrontava princípios como a liberdade de cátedra e o pluralismo de ideias.
  • A relatora do projeto, vereadora Jade Martins, também se manifestou pela rejeição com base nesse entendimento.

A Procuradoria-Geral da Câmara Municipal de Balneário Camboriú (SC) arquivou um projeto de lei do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) que visava proibir a doutrinação ideológica relacionada ao comunismo, socialismo e nazismo nas escolas. O arquivamento ocorreu em 7 de agosto, após a apresentação de um substitutivo que também buscava proibir a exibição de símbolos e apologia a essas ideologias.

O parecer da Procuradoria, elaborado em junho, considerou a proposta inconstitucional, afirmando que ela violava a competência da União para legislar sobre diretrizes educacionais. O procurador Luiz Alves Netto destacou que a proposta afrontava princípios constitucionais, como a liberdade de cátedra e o pluralismo de ideias. A relatora do projeto, vereadora Jade Martins, também se manifestou pela rejeição com base nesse entendimento.

O vereador Jair Renan, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentou que a proposta tinha como objetivo “sensibilizar e informar a população sobre os malefícios históricos dessas ideologias”. No entanto, a Mesa Diretora da Câmara decidiu pelo arquivamento, reforçando a posição da Procuradoria sobre a inconstitucionalidade do projeto.

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