- A COP30 ocorrerá em Belém, de 10 a 21 de novembro, e o governo brasileiro contratou dois cruzeiros para acomodar até seis mil pessoas devido à crise de hospedagem na cidade.
- O cruzeiro Costa Diadema não aceitará reservas de 20 países sem relações diplomáticas com os Estados Unidos, incluindo Cuba, Irã e Venezuela, gerando críticas sobre a soberania nacional.
- O MSC Seaview, que não possui restrições, também fará parte da operação, com as embarcações atracadas no Terminal Portuário de Outeiro, em revitalização.
- As acomodações serão oferecidas em duas etapas, priorizando 98 países em desenvolvimento com diárias de até US$ 220 e, posteriormente, outros países com diárias de até US$ 600.
- Apesar da queda de 22% nos preços de hospedagem em Belém desde agosto, há preocupações sobre a qualidade das acomodações, com relatos de que algumas delegações podem ficar em dormitórios coletivos.
Um dos cruzeiros contratados pelo governo brasileiro para a COP30, que ocorrerá em Belém entre 10 e 21 de novembro, impõe restrições a 20 países. O Costa Diadema, da Costa Cruzeiros, não aceitará reservas de nações sem relações diplomáticas com os Estados Unidos, como Cuba, Irã e Venezuela. Essa situação gerou críticas sobre a soberania nacional, uma vez que uma empresa estrangeira impõe regras em território brasileiro.
O governo federal contratou dois navios para acomodar até 6 mil pessoas durante a conferência, em resposta à crise de hospedagem na cidade. O MSC Seaview, que não possui restrições, também fará parte da operação. As embarcações ficarão atracadas no Terminal Portuário de Outeiro, que está em processo de revitalização. A contratação foi intermediada pela operadora Qualitours e garantida por um valor de R$ 259 milhões, que será pago apenas se as cabines não forem ocupadas.
As acomodações serão oferecidas em duas etapas. Na primeira, priorizarão 98 países em desenvolvimento, com diárias de até US$ 220. Na segunda, demais países poderão reservar cabines por até US$ 600. Apesar da queda nos preços de hospedagem em Belém, que recuaram em média 22% desde agosto, ainda há preocupações com a qualidade das acomodações, com relatos de que algumas delegações podem ter que se hospedar em dormitórios coletivos.
O senador Beto Faro (PT-PA) questionou a situação, afirmando que a imposição de restrições por uma multinacional em solo brasileiro é um “dilema incômodo sobre a soberania nacional”. A Secretaria Extraordinária da COP30 afirmou que a restrição é uma exigência internacional e não uma decisão do governo. O evento é crucial para discussões sobre mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável, e o Brasil busca garantir a participação de todas as delegações.
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