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Facções na Amazônia usam pirarucu para ocultar drogas e dificultam pesca federal

Polícia Militar apreende drogas escondidas em carga de peixe, enquanto governo busca fortalecer comunidades vulneráveis na Amazônia

Pará também registrou apreensão de cocaína em carga de pirarucu (Foto: Divulgação/Polícia Civil do Pará)
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  • A Polícia Militar do Amazonas apreendeu 23 quilos de drogas em um barco que transportava cargas de peixe em Coari, na madrugada recente.
  • A abordagem ocorreu por volta das 2h20, quando um cão farejador detectou a presença de entorpecentes em uma caixa de isopor.
  • A droga, composta por cocaína e skank, estava oculta entre os peixes, evidenciando a tática de facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • A secretária nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado, afirmou que o crime organizado tem se infiltrado em comunidades vulneráveis, dificultando o desenvolvimento local.
  • O governo federal estuda alternativas para fortalecer essas comunidades e combater o aliciamento, enquanto a apreensão em Coari resultou em um prejuízo estimado de R$ 268,9 mil.

A Polícia Militar do Amazonas apreendeu 23 quilos de drogas em um barco que transportava cargas de peixe em Coari, na madrugada de recentemente. A abordagem ocorreu por volta das 2h20, quando um cão farejador indicou a presença de entorpecentes em uma caixa de isopor com peixes. A droga, composta por cocaína e skank, estava escondida entre os produtos pesqueiros, evidenciando a estratégia de facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), que utilizam rotas fluviais na Amazônia para o tráfico.

As facções têm misturado drogas com cargas de pirarucu e outras espécies, criando uma relação de “ganha-ganha”. Marta Machado, secretária nacional de Políticas sobre Drogas, destacou que o crime organizado tem se infiltrado em comunidades indígenas e quilombolas, dificultando o desenvolvimento de cadeias produtivas locais. O governo federal estuda alternativas para fortalecer essas comunidades e combater o aliciamento, especialmente em regiões vulneráveis.

O avanço do tráfico de drogas na Amazônia também está ligado à degradação ambiental, com aumento do desmatamento e garimpo em áreas protegidas. Em 2022, a região foi marcada por conflitos que resultaram na morte do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira. A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas planeja reforçar a fiscalização e a repressão, além de buscar alternativas de desenvolvimento econômico que não dependam do crime.

A apreensão em Coari é um exemplo do desafio enfrentado pelas autoridades. O barco, que partiu de Tefé com destino a Manaus, utilizava métodos como “caletagem” para ocultar a droga. O prejuízo estimado com a apreensão foi de R$ 268,9 mil. O governo do Amazonas mantém bases de patrulhamento fluvial para combater o narcotráfico, mas a complexidade logística e a presença de organizações criminosas continuam a ser obstáculos significativos na luta contra o tráfico na região.

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