- Soul Tsalik, um jovem israelense, se recusou a servir no Exército e passou três meses na prisão militar.
- Ele é membro da organização Mesarvot e critica a guerra em Gaza, defendendo os direitos palestinos.
- O serviço militar é obrigatório para a maioria da população judaica em Israel, exceto para os ortodoxos.
- Tsalik afirma que a guerra perpetua o ciclo de violência e destaca a crescente desilusão entre os jovens israelenses.
- Ele acredita na necessidade de diálogo pela paz e na criação de um Estado palestino ao lado de Israel.
Em Israel, a recusa ao serviço militar obrigatório ganha destaque com o caso de Soul Tsalik, um jovem de 19 anos que passou três meses na prisão militar por se opor ao alistamento. Tsalik, membro da organização Mesarvot, critica a guerra em Gaza e defende os direitos palestinos, refletindo uma crescente desilusão na sociedade israelense.
O serviço militar é uma norma em Israel, onde quase todos os judeus não ortodoxos são convocados. Com um exército de cerca de 165 mil soldados ativos e 465 mil reservistas, a maioria da população judaica serve nas Forças Armadas. No entanto, a população ortodoxa é isenta, e há uma minoria que se recusa a servir por razões políticas, conhecidos como “sarvanim” ou “refuseniks”.
Tsalik relata que sua decisão de não se alistar foi um processo gradual, influenciado por seu interesse em história e política. Ele cresceu em Jaffa, um bairro com forte presença árabe, e começou a questionar a narrativa predominante em Israel. “A guerra não traz nada e só perpetua o ciclo de violência”, afirma Tsalik, que acredita na necessidade de um diálogo pela paz.
Durante seu tempo na prisão militar, Tsalik enfrentou situações tensas, mas também encontrou um espaço para conversas significativas com outros soldados. Ele destaca que muitos israelenses estão começando a reconhecer a gravidade da situação em Gaza, que ele descreve como “a pior coisa possível”.
A resistência à ocupação e à guerra é um tema recorrente entre os jovens israelenses, que se sentem cada vez mais desiludidos com a política do governo. Tsalik observa que a propaganda que retrata críticas a Israel como antissemitismo contribui para a negação da realidade entre muitos cidadãos.
Ele expressa otimismo em relação a um futuro de paz e à possibilidade de um Estado palestino ao lado de Israel. Para Tsalik, a continuidade da ocupação e das guerras só prolonga o sofrimento de ambos os lados. “Precisamos parar de financiar essas guerras e apoiar os direitos dos palestinos”, conclui.
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