- O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o chanceler da Venezuela, Yván Gil Pinto, se reuniram em 26 de agosto de 2025.
- Eles discutiram a movimentação de navios de guerra dos Estados Unidos no Caribe, próximo à Venezuela.
- Yván Gil Pinto mencionou os “planos de agressão” enfrentados pela Venezuela e pediu a interrupção imediata dessas ações.
- Mauro Vieira criticou as medidas e guerras pautais que afetam a paz na América Latina.
- Celso Amorim, Assessor Especial da Presidência para Assuntos Internacionais, reforçou a necessidade de cooperação entre países para combater o crime organizado, em vez de ações unilaterais.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o chanceler da Venezuela, Yván Gil Pinto, se reuniram nesta quarta-feira, 26, para discutir a recente movimentação de navios de guerra dos Estados Unidos no Caribe, próximo à costa venezuelana. Durante a conversa, Yván destacou os “planos de agressão” que a Venezuela enfrenta e ambos concordaram que tais ações devem ser interrompidas imediatamente.
O chanceler brasileiro também abordou a situação do Brasil diante das medidas e guerras pautais que têm sido aplicadas por motivos políticos, classificando-as como uma forma de agressão que não contribui para a paz na América Latina. A preocupação com a presença militar dos EUA na região foi reforçada pelo diplomata Celso Amorim, Assessor Especial da Presidência para Assuntos Internacionais, que expressou a necessidade de não intervenção.
Amorim enfatizou que, mesmo durante o período militar, o Brasil sempre se opôs à ideia de intervenções externas. Ele alertou sobre os riscos que a presença de barcos de guerra representa, especialmente em um contexto de combate ao crime organizado, que deve ser abordado por meio da cooperação entre países e não por ações unilaterais.
Os Estados Unidos não reconhecem as últimas reeleições de Nicolás Maduro e o acusam de liderar o chamado Cartel de los Soles, uma organização criminosa. A relação entre Brasil e Venezuela, marcada por tensões, continua a ser monitorada de perto pelo Itamaraty, que se preocupa com as implicações da presença militar americana na região.
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