- O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou, por unanimidade, uma representação que pedia investigação da ApexBrasil sobre gastos com um desfile de moda em Paris.
- O evento, chamado “O Brasil, Criativo por Natureza”, ocorreu em junho no Café de l’Homme e contou com a presença das primeiras-damas Janja da Silva e Brigitte Macron.
- O Ministério Público junto ao TCU alegou possível desvio de finalidade nos recursos públicos, sugerindo que os gastos poderiam ter sido usados para fins pessoais.
- O TCU concluiu que não havia provas concretas de irregularidades, afirmando que a investigação se baseou apenas em matéria jornalística sem indícios relevantes.
- A ApexBrasil não respondeu a um pedido de informações sobre os gastos, mas o TCU não encontrou evidências de que isso foi intencional.
Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiram, por unanimidade, arquivar uma representação que pedia a investigação da ApexBrasil sobre os gastos com um desfile de moda em Paris. O evento, intitulado “O Brasil, Criativo por Natureza”, ocorreu em junho no Café de l’Homme, com a presença das primeiras-damas Janja da Silva e Brigitte Macron.
A investigação foi solicitada pelo Ministério Público junto ao TCU, que alegou um provável desvio de finalidade nos recursos públicos. Segundo a representação, os gastos, destinados à promoção de exportações, poderiam ter sido utilizados para fins pessoais, como a promoção da primeira-dama. A acusação se baseou em uma reportagem do site Poder360, que indicava a omissão de informações sobre os custos do evento.
No entanto, o TCU concluiu que não havia provas concretas de irregularidades. A Corte de Contas destacou que a apuração se baseou apenas em matéria jornalística, sem indícios materiais que justificassem a investigação. O tribunal também observou que a ApexBrasil não havia atendido a um pedido de informações sobre os gastos, mas não encontrou evidências de que isso fosse intencional.
Durante a viagem à França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de compromissos bilaterais entre os dias 4 e 9 de junho. A decisão do TCU encerra a discussão sobre os gastos do desfile, que visava promover a imagem do Brasil no exterior, sem a identificação de irregularidades relevantes.
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