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Centrão se divide e PEC da Blindagem enfrenta impasse na Câmara dos Deputados

Centrão se divide e PEC da Blindagem é retirada da pauta, enquanto PL foca na anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL), trabalham para aprovar a PEC (Foto: Pedro Ladeira -1.fev.25/Folhapress)
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  • A PEC da Blindagem, que pretendia limitar a atuação da Justiça em processos contra parlamentares, perdeu apoio na Câmara dos Deputados.
  • Após uma reunião tumultuada, o Partido Liberal (PL) de Jair Bolsonaro anunciou que a proposta não é mais prioridade, focando na anistia ao ex-presidente.
  • O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, afirmou que o partido não liderará mais a discussão da PEC.
  • A proposta enfrentou resistência interna, com partidos como MDB e PSD se afastando, e a pressão popular contra a PEC aumentou.
  • A votação prevista para o dia 27 não ocorreu devido à falta de quórum e resistência, e a expectativa é que, se a PEC retornar, venha em uma versão mais enxuta.

A PEC da Blindagem, que visava restringir a atuação da Justiça em processos contra parlamentares, perdeu força na Câmara dos Deputados. A proposta, que enfrentava resistência interna, foi retirada da pauta após uma reunião tumultuada entre líderes do Centrão.

O Partido Liberal (PL), de Jair Bolsonaro, anunciou que a PEC não é mais prioridade, redirecionando esforços para a anistia ao ex-presidente e a outros envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido não será mais protagonista na discussão da PEC.

A proposta original buscava retomar uma blindagem que existia até 2001, permitindo que mais de 200 inquéritos ficassem paralisados. No entanto, divergências surgiram durante a reunião, levando o relator, Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), a ameaçar não assinar o parecer devido a mudanças consideradas inconstitucionais.

Divisão no Centrão

A divisão no Centrão se intensificou, com partidos como MDB e PSD se afastando da proposta. O presidente do MDB, Baleia Rossi (SP), e o líder do PSD, Gilberto Kassab, manifestaram oposição, afirmando que a proposta é inadmissível e que não se pode impedir investigações.

A pressão popular contra a PEC também aumentou, com manifestações nas redes sociais, onde a proposta foi rotulada de “PEC da impunidade”. Essa reação adversa fez com que muitos congressistas reconsiderassem seu apoio, levando a um cenário de incerteza sobre o futuro da proposta.

A votação, que estava prevista para ocorrer na quarta-feira, 27, não se concretizou devido à falta de quórum e à resistência interna. A expectativa é que, caso a PEC retorne à pauta, ela venha em uma versão mais enxuta, mas a aprovação continua incerta.

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