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Comandante da FAB utiliza voo comercial e reduz expediente por falta de recursos

Comandante da Aeronáutica adota voos comerciais para economizar recursos enquanto a FAB enfrenta crise orçamentária e restrições operacionais

Comandante da Força Aérea, brigadeiro Marcelo Damasceno, foi escolhido pelo ministro da Defesa, José Mucio, para o cargo no fim de 2022 (Foto: Pedro Ladeira - 3.out.24/Folhapress)
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  • O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno, começou a usar voos comerciais em julho de 2023.
  • A mudança ocorre devido a restrições orçamentárias que paralisaram 40 aeronaves e afastaram 137 pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB).
  • Um decreto presidencial de 2020 define prioridades para o uso das aeronaves, com o presidente tendo acesso preferencial.
  • Damasceno já viajou para Recife, Salvador, Belo Horizonte, Argentina e Colômbia, com passagens compradas antecipadamente.
  • A situação financeira da FAB é crítica, levando a medidas de austeridade e redução de operações.

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno, tem adotado uma nova rotina de viagens, utilizando voos comerciais desde julho de 2023. Essa mudança se deve a restrições orçamentárias que afetam a Força Aérea Brasileira (FAB), resultando na paralisação de 40 aeronaves e no afastamento de 137 pilotos.

A decisão de Damasceno reflete a dificuldade da FAB em atender à alta demanda de transporte de autoridades. Um decreto presidencial de 2020 estabelece prioridades para o uso das aeronaves da FAB, com o presidente Lula tendo acesso a aviões presidenciais. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e os presidentes do Senado, da Câmara e do STF são os primeiros na fila para uso das aeronaves.

Desde que começou a usar voos comerciais, Damasceno realizou viagens a Recife, Salvador e Belo Horizonte, além de missões internacionais para a Argentina e Colômbia. As passagens aéreas foram adquiridas com antecedência, com um custo de R$ 5.197 para a viagem a Recife. Essa nova abordagem busca transmitir uma mensagem de economia de recursos aos demais militares.

A situação financeira da FAB é crítica, com um pacote de medidas de austeridade implementado em julho. As organizações militares operam em horário reduzido e missões fora da sede foram substituídas por videoconferências. As restrições orçamentárias podem impactar a qualidade e a quantidade de pilotos no futuro, segundo oficiais ouvidos. A FAB já realizou 700 transportes de autoridades em 2023, com um aumento significativo nos meses de março e abril.

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