- O deputado federal Reimont (PT-RJ) pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a investigação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por desinformação.
- O pedido foi feito em 28 de agosto de 2025, em meio a investigações sobre lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
- Reimont alega que Nikolas disseminou informações falsas sobre taxação no Pix, o que teria influenciado a revogação de uma norma da Receita Federal.
- O deputado também mencionou que um primo de Nikolas foi preso com 30 quilos de maconha e pediu que a PGR investigue possíveis vínculos entre eles.
- Reimont solicitou a prisão preventiva de Nikolas caso a investigação indique risco à ordem pública.
O deputado federal Reimont (PT-RJ) solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta quinta-feira, 28, a abertura de uma investigação contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). O pedido ocorre em meio a operações policiais que investigam organizações criminosas ligadas à lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
Reimont alega que Nikolas disseminou desinformação em um vídeo publicado em janeiro, onde falava sobre uma suposta taxação no Pix. Segundo o petista, essa informação falsa teria influenciado a revogação de uma norma da Receita Federal que visava aumentar a fiscalização sobre operações financeiras em fintechs. A operação policial recente revelou que a rede criminosa utilizava plataformas digitais para ocultar ativos ilícitos, dificultando o rastreamento.
Vínculos Suspeitos
Além das acusações de desinformação, Reimont mencionou que um primo de Nikolas foi preso em maio com 30 quilos de maconha em seu veículo. O deputado do PT pediu à PGR que investigue possíveis vínculos entre Nikolas e seu primo, e que considere a prisão preventiva do deputado caso a investigação indique risco à ordem pública ou à aplicação da lei penal.
Reimont, que preside a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara, destacou que operações anteriores da Polícia Federal, como a Carbono Oculto, evidenciam brechas no sistema financeiro que permitem a lavagem de bilhões de reais provenientes do crime organizado. A assessoria de imprensa de Nikolas Ferreira foi contatada, mas ainda não houve resposta.
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