- A Polícia Federal (PF) iniciou uma megaoperação para investigar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis em São Paulo.
- A Reag Investimentos é suspeita de participar da lavagem de R$ 46 bilhões provenientes do crime organizado.
- A empresa já era alvo de investigações anteriores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por práticas irregulares e desvios de recursos.
- A Reag, controlada por João Carlos Mansur, teria sido utilizada para adquirir empresas e usinas pelo PCC.
- Outras empresas ligadas ao empresário Nelson Tanure, como a Trustee, também estão sendo investigadas por atividades de lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma megaoperação que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis em São Paulo. A operação envolve a Reag Investimentos, que é suspeita de participar da lavagem de R$ 46 bilhões oriundos do crime organizado. A relação da Reag com o Banco Master e o empresário Nelson Tanure já era alvo de investigações anteriores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que apurou práticas irregulares e desvios de recursos.
A Reag, que tem conexões diretas com o Banco Master, é controlada por João Carlos Mansur, conhecido por sua proximidade com Daniel Vorcaro, controlador do Master. A PF aponta que a Reag teria sido utilizada para adquirir empresas e usinas pelo PCC, além de proteger o patrimônio de investigados. A relação entre Mansur e Vorcaro é evidenciada até mesmo em redes sociais, onde compartilham momentos de confraternização.
Investigações em Andamento
Além da Reag, outras empresas ligadas a Tanure, como a Trustee, também estão sendo investigadas por supostas atividades de lavagem de dinheiro. Em 2024, a Reag e o Master, junto com Tanure, adquiriram papéis do grupo GPA, visando a potencial venda das operações no Brasil. A CVM já havia apontado irregularidades em transações anteriores, onde R$ 51 milhões captados com debêntures foram desviados para fundos ligados a Vorcaro e ao antigo Banco Máxima.
Em resposta à operação da PF, a Reag divulgou um comunicado afirmando que está colaborando com as autoridades e que manterá o mercado informado sobre o andamento das investigações. O Banco Master, por sua vez, não se manifestou até o fechamento desta matéria. A situação levanta questões sobre a integridade do mercado financeiro e a necessidade de maior fiscalização sobre práticas irregulares.
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