- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se reuniu com o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, no Palácio do Planalto, em 28 de agosto de 2024.
- O encontro teve como foco o fortalecimento das relações comerciais e investimentos em turismo e infraestrutura.
- O comércio entre Brasil e Panamá atingiu US$ 934,1 milhões em 2024, com superávit brasileiro, principalmente em petróleo e produtos manufaturados.
- O Panamá anunciou a compra de quatro aeronaves A29 Super Tucano, fabricadas pela Embraer.
- Lula reiterou convites para a COP 30, que ocorrerá em Belém em novembro, destacando a importância da contribuição de países mais ricos na preservação das florestas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou nesta quinta-feira (28) com o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, no Palácio do Planalto. A reunião, que é a terceira com líderes estrangeiros neste mês, teve como foco o fortalecimento das relações comerciais e investimentos em turismo e infraestrutura.
O comércio entre Brasil e Panamá alcançou US$ 934,1 milhões em 2024, com um superávit brasileiro, principalmente em petróleo e produtos manufaturados. Lula e Mulino já haviam discutido oportunidades de negócios em julho, durante a cúpula do Mercosul na Argentina. O Panamá também anunciou a compra de quatro aeronaves A29 Super Tucano, fabricadas pela Embraer, reforçando a parceria entre os países.
Durante o encontro, Lula criticou o uso do comércio internacional como ferramenta de coerção, em referência às altas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Ele destacou que o Brasil busca diversificar seus mercados devido às dificuldades nas negociações com o governo americano. O presidente também se posicionou sobre a soberania do Panamá em relação ao Canal do Panamá, enfatizando a importância da autonomia dos países da região.
Convite para a COP 30
Além das questões comerciais, Lula aproveitou a oportunidade para reiterar os convites para a COP 30, que ocorrerá em Belém em novembro. O Brasil está articulando um mecanismo para que países mais ricos contribuam na preservação das florestas. Apesar das queixas sobre os altos custos de hospedagem em Belém, o governo acredita que conseguirá garantir uma boa representatividade na conferência.
As visitas de líderes como Daniel Noboa, do Equador, e Bola Tinubu, da Nigéria, foram agendadas antes do aumento das tarifas, mas ocorrem em um contexto de crescente tensão comercial. O governo brasileiro continua a intensificar esforços para diversificar suas relações comerciais, buscando novas oportunidades em um cenário global desafiador.
Entre na conversa da comunidade