- O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, deu um prazo de cinco dias para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestar sobre um recurso da Defensoria Pública da União em favor de Paulo Figueiredo.
- Figueiredo, influenciador bolsonarista e neto do último presidente do regime militar, é acusado de envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022.
- Moraes notificou Figueiredo formalmente por edital em 30 de junho, pois não conseguiu localizá-lo para citação pessoal.
- A Defensoria Pública argumenta que Figueiredo não teve acesso à íntegra da acusação, o que é essencial para sua defesa.
- Caso o pedido de suspensão do processo não seja aceito, a Corte pode solicitar a citação pessoal do acusado nos Estados Unidos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, estabeleceu um prazo de cinco dias para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifeste sobre um recurso da Defensoria Pública da União (DPU) em favor do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo. O neto do último presidente do regime militar, João Figueiredo, é acusado de envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022.
Em 30 de junho, Moraes notificou Figueiredo formalmente por edital, uma vez que não foi possível localizá-lo para citação pessoal. O ministro afirmou que há “ciência inequívoca” da acusação por parte do influenciador, citando vídeos em que ele discute o processo e ironiza a denúncia. A DPU argumenta que Figueiredo não teve acesso à íntegra da acusação, essencial para sua defesa.
Detalhes do Caso
A DPU solicitou ao STF a suspensão do processo contra Figueiredo. Caso o pedido não seja aceito, o defensor público Claudiomor Barros Leitão afirmou que a Corte pode expedir uma carta à autoridade central dos Estados Unidos para a citação pessoal do acusado. Figueiredo é o único implicado no chamado núcleo 5 da tentativa de golpe, segundo a Procuradoria-Geral da República.
A denúncia alega que o influenciador incitou militares a apoiar o golpe, utilizando sua influência como youtuber. Ele teria recebido uma carta que foi usada para pressionar o Alto Comando do Exército a apoiar uma intervenção militar. A PGR afirma que Figueiredo colaborou para criar um “cenário de coesão” dentro do Exército, desqualificando dissidentes e buscando a adesão da cúpula militar à ruptura democrática.
Embora ainda não haja uma data definida para o julgamento, o processo pode avançar à revelia, sem a presença ou manifestação de defesa de Figueiredo.
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