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Oposição forma comissão para investigar escândalo de criptomoedas de Milei

Oposição investiga $Libra e possíveis irregularidades de Milei, enquanto governo enfrenta nova crise de corrupção e pressão política crescente

O presidente da Argentina, Javier Milei, ao lado de sua irmã, Karina, em evento na Grande Buenos Aires (Foto: Juan Mabromata/AFP)
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  • A oposição argentina formou uma comissão especial para investigar o caso $Libra, a criptomoeda promovida pelo presidente Javier Milei.
  • A decisão foi tomada em 28 de agosto e a comissão será presidida por Maximiliano Ferraro, da Coalizão Cívica.
  • A comissão tem até 10 de novembro para apresentar seus resultados.
  • O governo enfrenta um contexto de fragilidade, com outra investigação de corrupção envolvendo Karina Milei, irmã do presidente.
  • O caso $Libra já causou perdas significativas para investidores desde seu lançamento em fevereiro do ano passado.

Após meses de impasse, a oposição argentina conseguiu instalar uma comissão especial para investigar o caso $Libra, a criptomoeda promovida pelo presidente Javier Milei. A decisão foi tomada na quinta-feira (28) e a comissão, presidida por Maximiliano Ferraro, da Coalizão Cívica, tem até 10 de novembro para apresentar resultados.

A criação da comissão ocorre em um contexto de fragilidade do governo, que enfrenta outra investigação de corrupção. Recentemente, áudios atribuídos ao ex-diretor da agência governamental para pessoas com deficiência revelaram um suposto esquema de propinas envolvendo Karina Milei, irmã do presidente.

O impasse anterior na formação da comissão se deu por um empate técnico entre os membros, com 14 a favor de investigar a participação de Milei e Karina e 14 contra. A oposição, liderada pelo peronismo, conseguiu uma nova resolução que permitiu a eleição de Ferraro como presidente, alterando o quórum e o sistema de votação para garantir a maioria dos presentes.

A comissão agora busca esclarecer as controvérsias em torno do $Libra, que desde seu lançamento em fevereiro do ano passado gerou perdas significativas para investidores. O token, que não possui valor em moeda real, foi promovido por Milei em uma postagem nas redes sociais, onde afirmava que “o mundo quer investir na Argentina”.

Além disso, o caso está sendo investigado também nos Estados Unidos, onde surgiram alegações de que Karina Milei facilitou o acesso de investidores ao presidente. Com a nova estrutura da comissão, a oposição espera obter respostas sobre as irregularidades envolvendo a criptomoeda e suas implicações políticas.

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