- Luka Starcevic, acusado de assassinar Goran Radoman em 2015, foi entregue à Polícia Federal do Brasil após ser preso no Paraguai.
- O crime deu início a uma disputa violenta entre clãs criminosos nos Balcãs.
- Starcevic foi capturado ao tentar deixar o Paraguai com documentos falsos, apresentando-se como Lisandro Emanuel Larre.
- O governo da Sérvia solicitou sua extradição, e ele enfrenta acusações de homicídio qualificado e associação criminosa.
- Embora tenha sido solto em 2023, um mandado de prisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda estava em vigor.
Luka Starcevic, um sérvio vinculado à máfia dos Balcãs, foi entregue à Polícia Federal do Brasil após ser preso no Paraguai. Ele é acusado de assassinar Goran Radoman em 2015, crime que deu início a uma violenta disputa entre clãs criminosos. A entrega ocorreu na Ponte Internacional da Amizade, que conecta Foz do Iguaçu e Ciudad del Este.
Starcevic foi capturado ao tentar deixar o Paraguai com documentos falsos, apresentando-se como Lisandro Emanuel Larre. A inconsistência nos papéis levantou suspeitas das autoridades paraguaias, que descobriram sua verdadeira identidade. O governo sérvio havia solicitado sua extradição, e ele é acusado de homicídio qualificado e associação criminosa.
O assassinato de Radoman, membro do clã Skaljari, ocorreu em 19 de fevereiro de 2015. Starcevic monitorou a vítima com um rastreador GPS antes de disparar contra ele. O crime foi um marco inicial na rivalidade entre os clãs Skaljari e Kavčani, ambos originários de Montenegro.
Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição de Starcevic, mas a decisão final dependia da Presidência da República e da conclusão de processos em andamento no Brasil. Embora tenha sido solto em 2023 após decisões favoráveis na Justiça do Paraná, um mandado de prisão preventiva do STF ainda estava em vigor. O Departamento Penitenciário do Paraná alegou que a liberação ocorreu devido à ausência do nome de Starcevic no Banco Nacional de Mandados de Prisão.
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