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Baixa participação feminina na liderança do PT gera críticas e insatisfação

Militantes criticam nova Executiva Nacional do PT por falta de mulheres em cargos de liderança e reafirmam necessidade de inclusão feminina

Edinho Silva, presidente do PT, posando ao lado dos dirigentes Jilmar Tatto e Humberto Costa (Foto: Reprodução)
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  • Militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) manifestaram descontentamento com a nova Executiva Nacional, anunciada no dia 23.
  • A crítica principal é a baixa representatividade feminina, especialmente após a saída de Gleisi Hoffmann da presidência.
  • Apenas Gleide Andrade foi reconduzida ao cargo de tesoureira; todos os principais cargos foram ocupados por homens.
  • O presidente do PT é Edinho Silva, e os cinco vices são Jilmar Tatto, Joaquim Soriano, José Guimarães, Rubens Jr. e Washington Quaquá.
  • As mulheres ocupam apenas secretarias consideradas secundárias, levantando questionamentos sobre o compromisso do partido com a inclusão feminina.

Militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) expressaram descontentamento com a nova Executiva Nacional, anunciada no último sábado, dia 23. A crítica central gira em torno da baixa representatividade feminina, que se tornou ainda mais evidente após a saída de Gleisi Hoffmann da presidência.

Na nova composição, apenas Gleide Andrade foi reconduzida ao cargo de tesoureira, enquanto os principais postos foram ocupados exclusivamente por homens. O presidente do PT, Edinho Silva, e os cinco vices — Jilmar Tatto, Joaquim Soriano, José Guimarães, Rubens Jr. e Washington Quaquá — são todos do sexo masculino. Além disso, a secretaria de Organização, um cargo estratégico, também ficou nas mãos de homens.

A insatisfação foi amplamente discutida em grupos de WhatsApp entre os petistas, que consideraram incoerente a defesa do partido pela maior participação feminina na política, enquanto a nova direção nacional apresenta uma representatividade tão reduzida. As mulheres, além de perderem a presidência, também não ocupam cargos de destaque, como o de secretário-geral e de Relações Internacionais.

As únicas mulheres a conquistarem funções na nova Executiva foram alocadas em secretarias consideradas secundárias, como Nucleação, Movimentos Populares e Formação. O cenário atual levanta questionamentos sobre o compromisso do PT com a inclusão feminina em sua estrutura de poder.

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