- O julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) começará em 2 de setembro de 2025.
- Bolsonaro e outros sete réus são acusados de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e violação do Estado Democrático de Direito, com penas que podem ultrapassar 30 anos.
- A defesa contará com nove advogados, incluindo Celso Villardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser.
- Serão exploradas sete teses jurídicas, destacando a credibilidade da delação de Mauro Cid, que é o único delator do grupo.
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) considera Bolsonaro o “principal articulador” das ações que visavam desestabilizar a democracia após as eleições de 2022.
A defesa de Jair Bolsonaro se prepara para o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que terá início em 2 de setembro de 2025. O ex-presidente e outros sete réus enfrentam acusações graves, incluindo tentativa de golpe de Estado e organização criminosa, com penas que podem ultrapassar 30 anos de prisão.
O julgamento será conduzido pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. A defesa de Bolsonaro contará com nove advogados, entre eles Celso Villardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, além de profissionais de três escritórios jurídicos.
Estratégias de Defesa
As defesas explorarão sete teses jurídicas, destacando a credibilidade da delação de Mauro Cid, que é o único delator do grupo. Os advogados argumentarão que os atos investigados podem ser considerados apenas preparatórios, sem execução efetiva. Gustavo Badaró, um dos defensores, ressaltou que a delação de Cid foi feita sob pressão e apresenta contradições que podem comprometer sua validade.
Outro ponto central será a alegação de cerceamento do contraditório, com as defesas afirmando que houve restrições no acesso aos autos do processo. Além disso, a dosimetria das penas será debatida, com propostas para que crimes sejam absorvidos uns pelos outros, evitando penas cumulativas.
Expectativas do Julgamento
O julgamento promete ser um evento significativo, com as sustentações orais revelando novas estratégias jurídicas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta Bolsonaro como o “principal articulador” das ações que visavam desestabilizar a democracia após sua derrota nas eleições de 2022. As consequências legais para os réus dependerão da decisão final do STF, que poderá impactar a política brasileira e a imagem de Bolsonaro.
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