- O governo de Nayib Bukele nomeou a capitã Karla Trigueros como Ministra da Educação em 14 de agosto.
- A nova ministra impôs regras rigorosas sobre a aparência dos alunos, exigindo cortes de cabelo curtos e uniformes impecáveis.
- Diretores de escolas públicas devem monitorar diariamente a disciplina e a vestimenta dos alunos, com consequências para estudantes e professores que não cumprirem as normas.
- A militarização da educação é vista como parte da “guerra contra as gangues” iniciada em 2022, com diretores instruídos a identificar comportamentos “antissociais”.
- Organizações de direitos humanos denunciam violações sistemáticas, incluindo detenções arbitrárias e abusos nas prisões, com uma nova reforma permitindo que detidos permaneçam encarcerados por até cinco anos sem julgamento.
O governo de Nayib Bukele intensificou a militarização em El Salvador ao nomear a capitã Karla Trigueros como Ministra da Educação, em 14 de agosto. A decisão gerou polêmica ao impor regras rigorosas sobre a aparência dos alunos, exigindo cortes de cabelo curtos e uniformes impecáveis. Estudantes que não cumprirem as normas enfrentarão consequências, assim como os professores que não as aplicarem.
Desde a chegada de Trigueros, diretores de escolas públicas são obrigados a monitorar diariamente a disciplina e a vestimenta dos alunos. Centenas de estudantes foram barrados nas entradas das escolas e enviados para cortar o cabelo. Educadores reconhecem que a ordem é necessária, mas criticam a escolha de uma oficial militar para o cargo. Um professor anônimo afirmou que a educação agora será “sob a bota militar”.
Militarização da Educação
A militarização da educação é vista como uma extensão da “guerra contra as gangues” que Bukele promove desde 2022. Em abril, diretores foram instruídos a identificar comportamentos “antissociais” entre os alunos, resultando em prisões arbitrárias. Em maio, um adolescente foi detido por ter desenhos relacionados à gangue MS-13 em seus cadernos. A repressão se intensificou com a prisão de dezenas de estudantes acusados de formar uma nova gangue.
Organizações de direitos humanos denunciam que o governo de Bukele promove violações sistemáticas, incluindo detenções sem provas e abusos nas prisões. A recente reforma do Código Penal permitirá que detidos sob estado de emergência permaneçam encarcerados por até cinco anos sem julgamento. A nomeação de Trigueros reflete a crescente militarização do governo, que já utiliza as forças armadas em diversas funções, desde a distribuição de alimentos até a segurança pública.
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