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Trump revoga vistos de autoridades palestinas antes da Assembleia Geral da ONU

EUA barram vistos a autoridades palestinas e dificultam participação na ONU, enquanto Macron busca retomar negociações de paz no Oriente Médio

Líderes mundiais se reúnem na Assembleia Geral da ONU em Nova York (Foto: Reprodução)
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  • A administração do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou vistos a autoridades palestinas, incluindo o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.
  • A medida impede a participação da delegação palestina na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, que ocorrerá em setembro em Nova York.
  • O governo dos EUA justificou a decisão alegando que a Autoridade Palestina e a Organização para a Libertação da Palestina não cumpriram compromissos de paz e apoiam o terrorismo.
  • O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, elogiou a decisão, enquanto o presidente da França, Emmanuel Macron, convocou uma cúpula para discutir a paz no Oriente Médio.
  • A situação das relações entre os EUA e a Autoridade Palestina tem se deteriorado, com sanções anteriores contra membros da Autoridade Palestina e da Organização para a Libertação da Palestina.

A administração do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a negação de vistos a autoridades palestinas, incluindo o presidente da Autoridade Nacional Palestina (AP), Mahmoud Abbas. A medida impede a participação da delegação palestina na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), marcada para o próximo mês em Nova York. O governo americano justifica a decisão alegando que a AP e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) não têm cumprido seus compromissos de paz e apoiam o terrorismo.

O comunicado da administração Trump, intitulado “Administração Trump reafirma o compromisso de não recompensar o terrorismo”, destaca que a OLP e a AP devem repudiar consistentemente o terrorismo, incluindo o ataque de 7 de outubro de 2023. O Departamento de Estado também acusou os palestinos de utilizarem o sistema jurídico como arma, levando denúncias contra Israel ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e à Corte Internacional de Justiça (CIJ).

Reações e Consequências

A decisão foi celebrada pelo ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, que agradeceu a Trump por seu apoio. Essa medida reflete um alinhamento claro com o governo israelense, que se opõe à criação de um Estado palestino e busca associar a AP ao Hamas, que controla Gaza. Em contraste, o presidente francês, Emmanuel Macron, convocou uma cúpula especial para discutir a paz no Oriente Médio, ressaltando a urgência de retomar as negociações.

Embora os EUA afirmem estar cumprindo acordos internacionais ao permitir a presença da missão palestina na ONU, a aplicação da ordem de negação de vistos ainda não está clara. O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, afirmou que a delegação avaliará a situação antes de decidir sobre a participação na Assembleia.

Contexto das Relações EUA-AP

As relações entre os EUA e a AP têm sido marcadas por tensões, especialmente sob a administração Trump. A decisão de negar vistos segue uma série de sanções impostas anteriormente contra membros da AP e da OLP. Enquanto isso, outras potências ocidentais, como Canadá e Austrália, avançam no reconhecimento do Estado palestino, destacando um cenário internacional em mudança.

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