- A Operação Carbono Oculto desmantelou uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) em dez estados.
- A ação ocorreu em 26 de outubro e envolveu mandados de busca em mais de 350 alvos.
- Entre os envolvidos estão Gritzbach, José Carlos Gonçalves (Alemão) e Ricardo Romano.
- Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “primo” ou “João”, é apontado como o líder da operação, utilizando empresas de combustíveis para fraudes fiscais.
- A investigação revela conexões diretas entre Romano, Alemão e atividades ilícitas relacionadas ao PCC.
A Operação Carbono Oculto desmantelou uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), com mandados de busca em mais de 350 alvos em dez estados. A ação, deflagrada nesta quinta-feira, 26 de outubro, visa a estrutura financeira da facção, que movimenta bilhões de reais por meio de empresas de fachada e atividades no setor de combustíveis.
Entre os envolvidos estão Gritzbach, José Carlos Gonçalves, conhecido como Alemão, e Ricardo Romano. Gritzbach, um delator assassinado em novembro do ano passado, era sócio de Alemão e havia denunciado ameaças de morte por Romano, considerado uma figura-chave no esquema. Documentos da 2ª Vara Criminal de Catanduva revelam os vínculos empresariais entre Gritzbach e Gonçalves, além de suas conexões com o PCC.
A investigação aponta que Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “primo” ou “João”, é o epicentro das operações. Ele liderava uma organização que utilizava empresas, como distribuidoras e postos de combustíveis, para fraudes fiscais e lavagem de dinheiro. Romano é descrito como vinculado a atividades ilícitas e possui conexões diretas com o PCC, sendo acusado de declarações fiscais falsas para justificar a compra de postos.
Além disso, a irmã de Mourad, Amine, tinha uma rede de conveniências que foi extinta de forma sincronizada em 2023, sendo sucedida por um novo grupo com nomes de laranjas. Romano, por sua vez, constituiu novas conveniências nos mesmos endereços, indicando uma manobra para ocultar suas relações com Amine. A acusação destaca que Alemão e Romano têm ligações sólidas com atividades ilícitas e são suspeitos de atuar na lavagem de capitais e financiamento do tráfico.
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