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Maduro vê assédio externo como chance de fortalecer defesa da Venezuela

Maduro mobiliza milícias e convoca civis para se alistarem, intensificando a defesa nacional diante da presença militar dos EUA na região

Foto: Reprodução
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  • O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos em resposta à presença militar dos Estados Unidos no Caribe.
  • A movimentação americana inclui submarinos e navios de guerra, justificada como combate ao narcotráfico.
  • Durante uma cerimônia militar, Maduro declarou que o país enfrenta um “cerco hostil” e destacou a necessidade de fortalecer a defesa nacional.
  • O governo venezuelano também denunciou planos dos Estados Unidos de enviar um “cruzeiro de mísseis” e um “submarino nuclear” para a costa.
  • A Casa Branca reafirmou que Maduro não é o governo legítimo da Venezuela e aumentou a recompensa por informações que levem à sua prisão para US$ 50 milhões.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos em resposta ao aumento da presença militar dos Estados Unidos no Caribe. A movimentação americana, que inclui submarinos e navios de guerra, é justificada por Washington como uma ação contra o narcotráfico, com acusações direcionadas ao governo venezuelano.

Durante uma cerimônia militar, Maduro afirmou que a Venezuela enfrenta um “cerco hostil” e “ameaças ilegais” que violam a Carta das Nações Unidas. Ele destacou a importância de fortalecer os planos de defesa nacional, afirmando que a situação atual representa uma oportunidade para reforçar a moral e a preparação do país. “Estamos mais preparados para defender a paz e a soberania do que nunca”, declarou.

A mobilização das milícias será acompanhada por um novo alistamento, com 945 pontos de inscrição em todo o país. O governo venezuelano também denunciou planos dos EUA de enviar um “cruzeiro de mísseis” e um “submarino nuclear” para a costa, intensificando as tensões entre os dois países.

A Casa Branca, por sua vez, reiterou que Maduro não é o governo legítimo da Venezuela e o acusou de liderar um cartel de drogas. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que muitos países da América Latina apoiam a presença militar americana na região, enquanto a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro foi elevada para US$ 50 milhões.

A situação continua a se desenvolver, com ambos os lados se preparando para possíveis confrontos, enquanto a Venezuela intensifica suas operações de defesa e segurança em resposta às ameaças percebidas.

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