- Uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Militar prendeu dois empresários em Campinas, suspeitos de planejar o assassinato do promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.
- Os empresários, Maurício Silveira Zambaldi e José Ricardo Ramos, são acusados de financiar a logística do crime, incluindo a compra de veículos e armamentos.
- O plano foi articulado por Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como Mijão, que está foragido na Bolívia.
- Durante a operação, foram apreendidos celulares e uma pistola calibre .380, possivelmente destinada ao crime.
- O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, reafirmou o compromisso do Ministério Público em combater a criminalidade organizada e proteger seus membros.
Uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Militar resultou na prisão de dois empresários em Campinas, suspeitos de planejar o assassinato do promotor de Justiça Amauri Silveira Filho. A ação ocorreu na manhã desta sexta-feira, 29, e faz parte das investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os empresários, Maurício Silveira Zambaldi e José Ricardo Ramos, atuam nos setores de comércio de veículos e transporte. Eles são acusados de financiar a logística para a execução do crime, que incluía a compra de veículos e armamentos. O plano foi articulado por Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como Mijão, que está foragido na Bolívia.
Detalhes da Operação
O juiz Caio Ventosa Chaves, da 4ª Vara Criminal de Campinas, autorizou três mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão. Durante a operação, foram apreendidos celulares e uma pistola calibre .380, possivelmente destinada ao crime. As investigações revelaram que o plano visava não apenas o promotor, mas também um comandante da Polícia Militar.
Mijão, que figura na lista dos criminosos mais procurados do Brasil, é considerado um dos principais operadores do tráfico de drogas e está foragido há mais de 19 anos. Ele é apontado como responsável pela logística de transporte de drogas do Paraguai e Bolívia para o Brasil.
Reação do Ministério Público
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, manifestou apoio ao promotor Amauri e afirmou que o Ministério Público não recuará diante de ameaças. Ele destacou a determinação da instituição em combater a criminalidade organizada e proteger seus membros.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos no plano e capturar Mijão. Este caso evidencia a ousadia do PCC em tentar silenciar autoridades que atuam no combate ao crime organizado em São Paulo.
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