- O senador Esperidião Amin protocolou a criação da CPI da Vaza Toga no dia 28 de agosto de 2025, com 29 assinaturas.
- A comissão irá investigar supostas perseguições políticas no Judiciário e a produção de provas “criativas” no Supremo Tribunal Federal (STF).
- Amin ressaltou que a CPI não poderá analisar atos jurídicos de ministros do STF, mas poderá investigar irregularidades administrativas, como as atribuídas ao ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro.
- Tagliaferro é acusado de vazamento de informações e obstrução de investigação, negando as acusações e alegando perseguição política.
- O clima entre os poderes se intensifica com a proposta da CPI, que busca esclarecer alegações de manipulação de provas no Judiciário.
O senador Esperidião Amin (PP-SC) protocolou nesta quinta-feira (28) a criação da CPI da Vaza Toga, com 29 assinaturas, para investigar supostas perseguições políticas no Judiciário. O requerimento precisa ser lido em plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a comissão seja instalada.
Amin destacou que há indícios de que provas foram produzidas de forma “criativa” no Supremo Tribunal Federal (STF) para sustentar acusações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023. Ele afirmou que a CPI não poderá analisar atos jurídicos de ministros do STF, mas poderá investigar irregularidades administrativas, como as atribuídas ao ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro.
Tagliaferro é acusado de vazamento de informações do gabinete da presidência do TSE durante a gestão de Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) o acusa de violação de sigilo funcional e obstrução de investigação. Em abril, a Polícia Federal já havia indiciado Tagliaferro por divulgar diálogos sigilosos entre servidores do TSE e do STF.
O ex-assessor nega as acusações e alega ser vítima de perseguição política por parte de Moraes. Ele anunciou que pretende denunciar o ministro no Parlamento Europeu, afirmando ter provas que comprometeriam a sua atuação. O clima de tensão entre os poderes se intensifica com a proposta da CPI, que visa esclarecer as alegações de manipulação de provas e abusos de poder no Judiciário.
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