- O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, interveio em 25 de outubro para evitar conflitos entre os poderes sobre a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da blindagem na Câmara dos Deputados.
- Mendes fez telefonemas ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e outros líderes, alertando sobre a ilegalidade do texto em discussão.
- A proposta visava retirar o foro privilegiado de políticos e conceder poderes aos mandatários para deliberar sobre investigações.
- Mendes classificou a proposta como um “pacto diabólico”, que poderia levar à judicialização e desgastes institucionais.
- Após os alertas, o Partido Liberal decidiu diminuir o ritmo do debate sobre a PEC, evitando um embate político em Brasília.
Decano do STF, o ministro Gilmar Mendes interveio na quarta-feira, 25 de outubro, para evitar um novo conflito entre os poderes em relação à votação da PEC da blindagem na Câmara dos Deputados. Mendes fez telefonemas para alertar o presidente da Câmara, Hugo Motta, e outros líderes sobre a ilegalidade do texto que estava sendo discutido.
O projeto propunha a retirada do foro privilegiado de políticos e a concessão de poderes aos mandatários para deliberar sobre investigações. Mendes considerou essa proposta um “pacto diabólico”, que poderia resultar em judicialização e desgastes institucionais. Ele alertou que, se Motta levasse o texto ao plenário, a proposta seria judicializada e provavelmente derrubada pelo STF.
A possibilidade de um novo atrito entre os poderes gerou preocupação entre os integrantes do Judiciário. A proposta, segundo Mendes, beneficiaria apenas os bolsonaristas mais radicais. Diante desse cenário, o PL decidiu reduzir o ritmo do debate sobre a PEC, evitando assim um embate que poderia agravar ainda mais as tensões políticas em Brasília.
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