- A Casa Branca notificou o Congresso sobre a intenção de cancelar US$ 4,9 bilhões em ajuda externa, utilizando um poder pouco conhecido para cortar gastos sem aprovação legislativa.
- A notificação foi enviada na quinta-feira e marca a primeira tentativa do governo de realizar uma “rescisão de bolso”.
- O ano fiscal termina em 30 de setembro, e a manobra busca evitar que o Congresso rejeite a proposta antes do fim do financiamento.
- A proposta gerou forte reação de líderes de ambos os partidos, com a senadora Susan Collins afirmando que a ação é uma “clara violação da lei”.
- O pedido inclui cortes significativos, como US$ 445 milhões em operações de manutenção da paz e US$ 132 milhões do Fundo para a Democracia do Departamento de Estado.
A Casa Branca notificou o Congresso sobre a intenção de cancelar US$ 4,9 bilhões em ajuda externa, utilizando um poder pouco conhecido para cortar gastos sem aprovação legislativa. A notificação, enviada na quinta-feira, marca a primeira tentativa do governo de realizar uma “rescisão de bolso”, que permite recuperar unilateralmente dinheiro já aprovado.
O ano fiscal termina em 30 de setembro, e a manobra visa evitar que o Congresso tenha tempo para rejeitar a proposta antes que o financiamento expire. A medida gerou forte reação de líderes de ambos os partidos. A senadora Susan Collins, presidente do Comitê de Apropriações, afirmou que a ação é uma “clara violação da lei”.
Reações no Congresso
A proposta pode complicar as tentativas de legisladores de montar um pacote de financiamento bipartidário para evitar o fechamento do governo em 1º de outubro. Os democratas, que precisam apoiar qualquer acordo, relutam em fazê-lo se a Casa Branca continuar a cortar unilateralmente os fundos aprovados. A senadora Patty Murray criticou a manobra, afirmando que é uma tentativa de roubar o poder constitucional do Congresso.
O pedido de rescisão inclui cortes significativos, como US$ 445 milhões no financiamento para operações de manutenção da paz no exterior e US$ 132 milhões do Fundo para a Democracia do Departamento de Estado. O orçamento proposto anteriormente pela Casa Branca já sugeria a eliminação total desse programa.
Implicações Futuras
A proposta de rescisão também foi condenada por Chuck Schumer, líder da minoria no Senado, que destacou a determinação do presidente Donald Trump e dos republicanos em agir sem o apoio bipartidário. Schumer afirmou que os democratas estão prontos para colaborar, mas não serão cúmplices de ações que comprometam o orçamento e o bem-estar das famílias americanas.
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