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Alcolumbre e Moraes firmam acordo que resulta em licença médica de Do Val

Senador Marcos do Val garante licença médica e evita que suplente de esquerda assuma cargo após revogação de medidas cautelares do STF

Ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Senado em evento (Foto: Reprodução)
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  • O senador Marcos do Val (Podemos-ES) recebeu uma licença médica de 119 dias.
  • A licença foi parte de um acordo com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para revogar medidas cautelares que o impediam de exercer seu mandato.
  • As medidas foram impostas em 5 de agosto, após a volta de Do Val de uma viagem aos Estados Unidos, onde desrespeitou uma ordem do STF sobre a apreensão de seus passaportes.
  • A licença visa evitar que sua suplente, Rosana Foerste, de orientação política à esquerda, assuma o cargo.
  • A defesa de Do Val considerou as cautelares desproporcionais e uma afronta à Constituição.

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) obteve uma licença médica de 119 dias, como parte de um acordo com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para revogar medidas cautelares que o impediam de exercer seu mandato. A decisão foi tomada após uma reunião secreta entre Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que buscava aliviar a tensão entre o Legislativo e o Judiciário.

As cautelares foram impostas a Do Val em 5 de agosto, após sua volta de uma viagem aos Estados Unidos, quando foi acusado de desrespeitar uma ordem do STF que determinava a apreensão de seus passaportes. A situação gerou um clima de crise no Congresso, com senadores preocupados com a possibilidade de um precedente perigoso para a autonomia do Legislativo.

Durante a reunião, Alcolumbre e outros senadores expressaram que a imposição de tais medidas poderia ser vista como uma interferência do Judiciário sobre o Legislativo. A proposta de afastamento de Do Val, seja por licença médica ou suspensão temporária, foi discutida como uma solução para evitar um constrangimento maior ao STF, especialmente diante de uma oposição mobilizada para abrir um processo de impeachment contra Moraes.

A licença médica foi uma estratégia de Do Val para evitar que sua suplente, a pedagoga Rosana Foerste, que é filiada ao Cidadania e de orientação política à esquerda, assumisse seu cargo. A expectativa é que, ao final do período de licença, o senador solicite uma prorrogação de mais 60 dias. A defesa de Do Val comemorou a revogação das cautelares, afirmando que as medidas eram desproporcionais e afrontavam a Constituição.

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