- A Polícia Federal (PF) concluiu que os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho, receberam R$ 5,5 milhões em propina.
- Os pagamentos foram feitos pelo advogado Roberto Zampieri e intermediários, incluindo transferências bancárias, relógios de luxo e uma barra de ouro.
- O inquérito da Operação Sisamnes indicou corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas os desembargadores não foram indiciados devido à proteção da Lei Orgânica da Magistratura.
- O relatório foi enviado ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que o caso siga para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
- As defesas dos desembargadores negam irregularidades e afirmam que não há provas de crime. A investigação continua.
A Polícia Federal (PF) concluiu que os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho, receberam R$ 5,5 milhões em propina. Os pagamentos foram realizados pelo advogado Roberto Zampieri e intermediários, envolvendo transferências bancárias, relógios de luxo e uma barra de ouro.
O inquérito da Operação Sisamnes revelou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Embora os desembargadores não tenham sido indiciados devido à proteção da Lei Orgânica da Magistratura, o relatório foi enviado ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Como o caso não envolve autoridades com foro privilegiado, Zanin determinou que o processo siga para o Superior Tribunal de Justiça.
A PF identificou que os sócios da empresa Fource, Haroldo Augusto Filho e Valdoir Slapak, estavam envolvidos na compra de decisões judiciais. A Fource, que atua em crises empresariais, é acusada de se beneficiar de decisões em litígios de posse de terras. Em conversas gravadas, Zampieri combinou a compra de um relógio de luxo para João Ferreira, avaliado em R$ 158 mil.
Além disso, a investigação apontou que uma empresa de Zampieri transferiu R$ 5 milhões para a enteada de João Ferreira, configurando mais uma forma de repasse de propina. A PF também encontrou depósitos de R$ 500 mil para Sebastião de Moraes e uma oferta de uma barra de ouro de 400 gramas, avaliada em R$ 126 mil. O relatório sugere que essas transações podem indicar lavagem de dinheiro.
As defesas dos desembargadores negam qualquer irregularidade. A defesa de João Ferreira afirma que não há provas de crime, enquanto a de Sebastião de Moraes se comprometeu a se manifestar nos autos do processo, que está sob sigilo. A investigação continua, com a expectativa de que a verdade seja esclarecida.
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